Gestões de vida e morte: um olhar sobre o morrer no contemporâneo

Anelise Lusser Teixeira

Resumo


O texto problematiza a maneira como a sociedade contemporânea lida com a morte. Visando desnaturalizar esta maneira, expomos outros modos como a morte foi experienciada em diferentes contextos históricos, chegando aos dias de hoje, onde é transferida para o hospital e passa a receber tratamento técnico. Através da compreensão do conceito de biopolítica, entendemos esse deslocamento como um mecanismo importante na gestão de vidas operada pelo Capitalismo, que tem como produto a hegemonização da ideia de morte natural e a montagem de um projeto de consumo para evitá-la. Propomos, então, uma problematização sobre a distância dessa ideia e a realidade dos morros cariocas, onde a população jovem e negra é vítima da violência, seja pelas mãos do tráfico, seja pelas da polícia.


Palavras-chave


Morte; Contemporaneidade; Biopolítica

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DOI: https://doi.org/10.22409/ayvu.v2i2.22204

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