Perspectivas interseccionais na clínica psicanalítica

a experiência de mulheres negras

Autori

DOI:

https://doi.org/10.22409/4n3g4d92

Parole chiave:

racismo, sexismo, psicanálise, silenciamento, mulheres

Abstract

O artigo analisa os impactos do racismo e do sexismo na subjetividade de mulheres negras a partir da articulação entre psicanálise, estudos decoloniais e interseccionalidade. A colonialidade e a centralidade da branquitude produzem lugares sociais desiguais, influenciando processos de identificação, sofrimento psíquico e construção de narrativas. O papel da memória e da narrativa na constituição subjetiva é destacado, diante da invisibilização histórica das experiências e resistências negras e indígenas. O racismo é compreendido como fenômeno estrutural que atravessa instituições, discursos e o inconsciente, produzindo efeitos duradouros sobre os sujeitos. A partir da perspectiva interseccional, evidencia-se que mulheres negras vivenciam formas específicas de violência decorrentes da articulação entre raça e gênero. Por fim, defende-se uma clínica psicanalítica implicada nas questões raciais e de gênero, capaz de acolher experiências historicamente silenciadas e promover formas de elaboração subjetiva e resistência às estruturas de dominação.

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Biografie autore

  • Gisele dos Santos da Hora Werneck, Universidade Federal do Rio de Janeiro

    ESpecialista em Clínica psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestranda em Atenção Psicossocial pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

  • Nuria Munoz, Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Coordenadora do Mestrado em Atenção Psicossocial da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora Associada do Instituto de Psiquiatria Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

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Pubblicato

2026-08-20

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Artigos