Perspectivas interseccionais na clínica psicanalítica
a experiência de mulheres negras
DOI:
https://doi.org/10.22409/4n3g4d92Parole chiave:
racismo, sexismo, psicanálise, silenciamento, mulheresAbstract
O artigo analisa os impactos do racismo e do sexismo na subjetividade de mulheres negras a partir da articulação entre psicanálise, estudos decoloniais e interseccionalidade. A colonialidade e a centralidade da branquitude produzem lugares sociais desiguais, influenciando processos de identificação, sofrimento psíquico e construção de narrativas. O papel da memória e da narrativa na constituição subjetiva é destacado, diante da invisibilização histórica das experiências e resistências negras e indígenas. O racismo é compreendido como fenômeno estrutural que atravessa instituições, discursos e o inconsciente, produzindo efeitos duradouros sobre os sujeitos. A partir da perspectiva interseccional, evidencia-se que mulheres negras vivenciam formas específicas de violência decorrentes da articulação entre raça e gênero. Por fim, defende-se uma clínica psicanalítica implicada nas questões raciais e de gênero, capaz de acolher experiências historicamente silenciadas e promover formas de elaboração subjetiva e resistência às estruturas de dominação.
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