O ‘terceiro lugar’ em disputa: formação docente, etnografia e inteligência artificial generativa

Autores/as

  • Eline Marques Rezende Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Astrid Johana Pardo Gonzalez Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Lidiane Silva de Lima Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Abigail Conceição do Carmo Universidade Federal do Rio de Janeiro

Resumen

Este artigo apresenta uma reflexão no viés etnográfico sobre o subprojeto do Programa Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) de Espanhol/UFRJ, tomando como eixo a formação docente no entre-lugar entre universidade, escola pública e formação conjunta. A proposta para o artigo surge a partir da necessidade de compreender, e também pôr em discussão, o processo de formação docente desenvolvido pelo subprojeto. Ao longo do texto, buscamos compreender como nossa participação ativa no processo de formação proposto pelo subprojeto de Espanhol reflete pequenas mudanças e também conflitos em nossa prática docente, considerando nossas posições como coordenadoras, supervisoras, licenciandas e licenciandos. Foi esta indagação que colocou em movimento a elaboração do relato de uma bolsista que aceitou participar da escrita do artigo. O texto parte, e não poderia ser diferente, de motivações como a necessidade de fortalecer a relação entre licenciatura e escola, a importância de incorporar criticamente as contribuições de Paulo Freire (2018), bell hooks (2017) e António Nóvoa (2022, 2023) ao percurso formativo e da compreensão de que as novas tecnologias (UNESCO, 2021), particularmente a Inteligência Artificial Generativa (IAGen), se impõem de forma avassaladora na área educacional, alterando significativamente o ensino de línguas adicionais e os letramentos escolares. Metodologicamente, o artigo mobiliza registros de coordenação, atas, mensagens, protocolos etnográficos e relatos de bolsistas, articulados pela triangulação etnográfica proposta por Zavala (2020, 2025). Essa perspectiva permite compreender a etnografia como teorização profunda, na qual diferentes fontes são contrastadas para analisar os sentidos produzidos sobre formação docente no subprojeto de espanhol. Como resultado, esperamos contribuir para uma reflexão sobre a formação docente, reconhecendo o significado do uso da observação participante. Compreender as práticas formativas no PIBID, envolve pensar, de forma mais atenta, as propostas apresentadas, as conquistas, os conflitos e disputas que as atravessam e assumir que essas práticas se gestam e se constituem em permanente (re)elaboração.

 

Palavras-chave: PIBID; formação docente; etnografia; inteligência artificial generativa; ensino de espanhol; pedagogia crítica.

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Publicado

2026-08-14