Do The Scratchware Manifesto à Game Workers Unite: manifestos e reivindicações trabalhistas em duas décadas de videogame independente

Autores

Palavras-chave:

Manifesto Scratchware, Videogames, Indie, Capitalismo, Neoliberalismo

Resumo

O artigo propõe o debate do The Scratchware Manifesto (2000), considerando o desenvolvimento de jogos indies e as transformações observadas na produção e na criação de jogos dentro da forma neoliberal do capitalismo. Para tanto, abordamos o gênero textual manifesto como prática sociocultural de transformação, sendo o debate do The Scratchware Manifesto realizado no diálogo com outros manifestos, como Manifesto do Partido Comunista (MARX; ENGELS, 2012) e Rise of the Videogame Zinesters (ANTROPY, 2012), entre outros. Além disso, pontuamos alguns processos de criação, produção e circulação de jogos indies, a partir do alinhamento ou não desses com o mercado, bem como a precarização do trabalho. Por fim, indicamos iniciativas que estão promovendo relações alternativas de criação de jogos indies, assim como outras relações com o trabalho na indústria de jogos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

AMIDON, Stevens Russell. Manifestoes: a study in genre. Tese (Doutorado em Filosofia) – University of Rhode Island, Rhode Island, 2003. Disponível em: https://digitalcommons.uri.edu/oa_diss/682. Acesso em: mar. 2020.

ANTROPY, Anna. Rise of the videogame zinesters: how freaks, normals, amateurs, artists, dreamers, drop-outs, queers, housewives, and people like you are taking back an art form. New York: Seven Stories Press, 2012.

BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. 2. ed. Tradução do francês Maria Ermantina Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1992. p. 277-326.

BORTULUCCE, V. B. O manifesto como poética da modernidade. Literatura e Sociedade, [S. l.], v. 20, n. 21, p. 5-17, 2015. DOI: 10.11606/issn.2237-1184.v0i21p5-17. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/ls/article/view/114486. Acesso em: mai. 2021.

BULUT, E. White masculinity, creative desires, and production ideology in video game development. Games and Culture, v. 16, n. 3, 2021. DOI: 10.1177/1555412020939873. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/1555412020939873. Acesso em: mai. 2021.

BÜRGER, Peter. Teoria da vanguarda. São Paulo: Cosac Naify, 2008.

CHIA, A.; KEOGH, B.; LEORKE, D.; NICOLL, B. Platformisation in game development. Internet Policy Review, v. 9, n.4, p. 1-28, 2020. DOI: 10.14763/2020.4.1515. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/344813610_Platformisation_in_game_development. Acesso em: mai. 2021.

COTE, A. C.; HARRIS, B. C. The cruel optimism of “good crunch”: how game industry discourses perpetuate unsustainable labor practices. New Media & Society. DOI: 10.1177/14614448211014213. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/14614448211014213. Acesso em: mai. 2021.

DERRIDA. Direção: Kirby Dick e Amy Ziering Kofman. Produção: Amy Ziering

Kofman. Roteiro: Sandro Neiva. Estados Unidos: Zeitgeist Films, 2002. Disponível em: https://youtu.be/J5HOJISEXvA. Acesso em: mar. 2021.

FISHER, Mark. Realismo capitalista: é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo? Tradução de Rodrigo Gonsalves, Jorge Adeodato e Maikel da Silveira. São Paulo: Autonomia Literária, 2020.

GROSFOGUEL, Ramón. Para descolonizar os estudos de economia política e os estudos pós-coloniais: Transmodernidade, pensamento de fronteira e colonialidade global. Revista Crítica de Ciências Sociais [Online], n. 80, p. 115-147, 2008. Disponível em: http://journals.openedition.org/rccs/697. Acesso em: mar. 2021.

HAN, Byung-Chul. Psychopolitics: neoliberalism and new technologies of power. Translated by Erik Butler. London/New York: Verso, 2017. E-book Kindle.

HARAWAY, Donna J. A cyborg manifesto: science, technology, and socialist-feminism in the late twentieth century. In: HARAWAY, Donna J. Manifestly haraway. Minneapolis: University of Minneapolis Press, 2016. p. 3-90.

HARAWAY, Donna J. Manifesto ciborgues: ciência, tecnologia e feminismo-socialista no final do século XX. HARAWAY, Donna J.; KUNZRU, Hari; TADEU, Tomaz. Antropologia do ciborgue: as vertigens do pós-humano. Belo Horizonte: Autêntica, 2009. p. 33-118.

HARVEY, David. A brief history of neoliberalism. New York: Oxford University Press, 2005.

KLEPEK, P. What happens when you hate the thing you've made. Kotaku, 2015. Disponível em: https://kotaku.com/what-happens-when-you-hate-the-thing-youve-made-1735690650. Acesso em: mai. 2021.

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do partido comunista. Trad. Sergio Tellaroli. São Paulo: Penguin Companhia, 2012.

PIEVE, V. H.; RODRIGUES, L.; MERKLE, L. E. Uma investigação inicial dos tipos de jogos rotulados como lgbt dentro da plataforma Itch.io: tendências, identidades, protagonismos. TROPOS: COMUNICAÇÃO, SOCIEDADE E CULTURA (ISSN: 2358-212X), [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.ufac.br/index.php/tropos/article/view/3958. Acesso em: mai. 2021.

POZO, Teddy. Queer games after empathy: feminism and haptic game design aesthetics from consent to cuteness to the radically soft. Game Studies, vol. 18, ed. 3, 2018. Disponível em: http://gamestudies.org/1803/articles/pozo. Acesso em: mai. 2021.

PEDERCINI, P. Indiepocalypse now: madmaxing attention economies in the age of cultural overproduction. 2017. Disponível em: https://molleindustria.org/indiepocalypse/. Acesso em: mai. 2021.

PETECA, 2019. Disponível em: http://peteca.online/. Acesso em: mai. 2021.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Egdardo. (Org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005.

RUBERG, B. The Precarious Labor of Queer Indie Game-making: Who Benefits from Making Video Games “Better”?. Television & New Media, v. 20, n. 8, 2019. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/1527476419851090. Acesso em: mai. 2021.

RUFFINO, P; WOODCOCK, J. Game workers and the empire: unionisation in the UK video game industry. Games and Culture, v. 16, n. 3, 2021. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/1555412020947096. Acesso em: mai. 2021.

SAKUDA. L. O.; FORTIM, I.; ROLIM, A. JANILLE, E. Perfil da indústria brasileira de jogos digitais

(IBJD). IN: SAKUDA. L. O; FORTIM, I. (Org.). 2o Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais.

Ministério da Cultura: Brasília, 2018.

THE Scratchware Manifesto. Home of the underdogs, 05 set. 2000. Disponível em: http://www.homeoftheunderdogs.net/scratch.php. Acesso em: mar. 2021.

WILLIAMS, Andrew. Independent games (1997 – present). In: WILLIAMS, Andrew. History of digital games: developments in art, design and interaction. Florida: CRC Press, 2017. p. 215-238.

WINKIEL, Laura. Modernism, race and manifestos. New York: Cambridge University Press, 2008.

ZIMMERMAN, Eric. Manifesto for a ludic century. Kotaku, 2013. Disponível em: https://kotaku.com/manifesto-the-21st-century-will-be-defined-by-games-1275355204. Acesso em: mar. 2021.

Downloads

Publicado

2021-09-01