A apropriação da cultura pelo turismo, a revalorização e ressignificação das identidades culturais

Luana Nunes Martins de Lima

Resumo


O presente artigo pretende abordar a apropriação da cultura pelo turismo, dando enfoque ao chamado culturalismo expresso na fragmentação da era pós-moderna. O turismo não será analisado apenas em sua dimensão material do espaço, mas como um fenômeno econômico-cultural moderno dinamizado por uma sociedade de consumo. Sua produção, reprodução, fragmentação e homogeneização no/do espaço por meio das novas espacialidades da vida social, material e simbólica, por vezes produzem lugares turísticos subordinados aos atores hegemônicos, gerando problemas de diversas ordens. O mercado turístico divulga e desperta a busca por novas experiências culturais, alavancando esse segmento e alterando o perfil do turista, na medida em que as populações receptoras também se alteram, se adaptam. O mau uso e a apropriação indevida dos elementos simbólicos e identitários das populações receptoras constituem uma tentativa de gerar produtos comercializáveis que ressignifiquem a própria realidade vivida pelos atores sociais envolvidos, criando um novo valor, um novo olhar, tanto das populações locais sobre si mesmas, como do turista sobre a cultura alheia.  O legado cultural, assim transformado em produto para o consumo, perde seu significado autêntico. A cultura deixa de ser importante por si mesma e passa a ser importante por suas implicações econômicas.


Palavras-chave


cultura, identidade, turismo, mercado, consumo.

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DOI: https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2010.v12i24.a13607

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