Do Modelo Crítico de Expansão do Setor Imobiliário Brasileiro ao Programa Minha Casa Minha Vida

Autores

  • Bruno Xavier Martins Universidade de São Paulo - USP

DOI:

https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2016.v18i36.a13744

Palavras-chave:

Programa Minha Casa Minha Vida, endividamento, setor imobiliário, capital fictício, urgência.

Resumo

Este trabalho tem por objetivo traçar um percurso do mercado imobiliário brasileiro que vai da abertura de capital de suas principais incorporadoras nos anos de 2006 e 2007 até o lançamento do Programa Minha Casa Minha Vida no começo de 2009, como medida emergencial de resposta à grande crise de 2008 e ao colapso já deflagrado no próprio setor a partir da entrada dessas incorporadoras na bolsa de valores. Buscamos, assim, entender as relações críticas que se desenrolaram desse processo de comunhão entre o ritmo de remuneração do capital financeiro mundial e o endividamento geral da sociedade brasileira. O Programa Minha Casa Minha Vida parece dar um forte impulso no processo de internalização do funcionamento do capital fictício no Brasil, em que o Estado nacional, incorporadoras e indivíduos passam a ter na dívida a única forma (crítica) de inserção e permanência no mercado.

Biografia do Autor

Bruno Xavier Martins, Universidade de São Paulo - USP

Possui graduação em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2011) e em Geografia pela Universidade de São Paulo (2013). Atualmente é mestrando do programa de Geografia Humana da USP. Atua nas áreas de Geografia Urbana e a Geografia Econômica, especialmente nos temas sobre setor imobiliário, política habitacional do Programa Minha Casa Minha Vida, cotidiano urbano, capital fictício e endividamento da sociedade.

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Publicado

2016-05-31

Edição

Seção

Artigos