REPRODUÇÃO SOCIAL NA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR: POSSIBILIDADES PARA UMA GEOGRAFIA ESCOLAR NO FEMININO
DOI:
https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2026.v28i60.a60763Palavras-chave:
Base Nacional Comum Curricular, Reprodução Social, Produção Econômica, Ensino de GeografiaResumo
Neste artigo, consideramos as contribuições das epistemologias feministas e da Geografia feminista para realizar uma análise das habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Entendendo que a Geografia Escolar reproduz em seu currículo uma lógica economicista, ligada à produção econômica, este artigo tem como intenção visibilizar a possibilidade de construir uma Geografia Escolar no feminino, que coloque a reprodução social dos alunos no centro do discurso. Assim, as habilidades da BNCC para os segmentos finais do Ensino Fundamental (6°, 7°, 8° e 9° anos) foram analisadas e categorizadas entre: lógica produtiva, lógica reprodutiva e potencial insuficientemente explorado. Essa categorização foi precedida por um debate teórico sobre o pensamento feminista e a definição de critérios compatíveis com cada uma delas. Os resultados comprovaram que os enunciados economicistas são preponderantes, mas que podemos desenhar possibilidades para uma nova Geografia, mais comprometida com conhecimentos localizados, com o trabalho reprodutivo, com o cotidiano dos alunos e com a proteção da natureza.
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