<i>O sobrinho de Wittgenstein:</i> uma <i>otoficção</i>

Autores

  • Helano Ribeiro Universidade Federal de Pelotas

DOI:

https://doi.org/10.22409/gragoata.v21i41.33433

Palavras-chave:

otobiografia, desconstrução, otoficção, O sobrinho de Wittgenstein.

Resumo

Nem verdade, nem mentira, mas uma escritura que opera menos no plano do que houve que na dimensão daquilo que se ouve, a otobiografia é um trabalho de performance. Este artigo assume a tarefa de retirar os escritos de si do confortável posto de gênero literário – autobiografia. Surge, assim, a análise em torno da autoficção, aqui analisada como otoficção ou uma performance e pura encenação. É através desses mesmos gestos que se revela O sobrinho de Wittgenstein, assinado por Thomas Bernhard, pela atuação deste ator em lugar da autoria daquele que traiu o Estado da Áustria.

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Biografia do Autor

Helano Ribeiro, Universidade Federal de Pelotas

Possui licenciatura em Letras Português/Alemão pela Universidade Federal do Ceará (2005), mestrado (2011) e doutorado (2015) em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina. Trabalhou de 2006 a 2008 como professor leitor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira na Universidade de Colônia (Alemanha). Desenvolve trabalhos de literatura [e discursos totalitários] e teoria crítica dentro das temáticas literatura e ética, biopolítica, otobiografias e Walter Benjamin. É professor assistente de Língua Alemã na Universidade Federal de Pelotas, onde atua no Programa de Pós-Graduação em Letras. É editor da revista Caderno de Letras.

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Publicado

2016-12-28

Edição

Seção

Artigos de Literatura