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  • Chamada para o v. 28, n. 60 (jan - abr 2023)

    2021-09-15

    Gragoatá chamada de artigos para o v. 28, n. 60 (jan - abr 2023)

    Repensando direitos e desigualdades nos estudos de linguagem

    Organizadores: Joel Windle (UFF) e Miriam Jorge (University of Missouri- St Louis)

    Esse dossiê examina novas direções nas formas de pensar como linguagem e letramentos estão conectados a estruturas e movimentos que reivindicam direitos humanos, sociais e linguísticos. Além disso, buscamos artigos que lançam novos olhares sobre como as desigualdades são concebidas e enfrentadas em trabalhos atuais em linguística aplicada, antropologia linguística e sociolinguística. Estamos particularmente interessados em artigos que teorizam direitos e desigualdades em relação à construções de centro-periferia, colonialidade, raça, classe, gênero e sexualidade. Tais trabalhos devem dialogar com questões de globalização, transnacionalismo, identidade e poder, se situando em, e contribuindo para as tradições críticas nos campos das ciências sociais e humanas. Os artigos podem apresentar contribuições empíricas sobre temas relacionados à educação, letramentos comunitários, movimentos sociais, ideologias linguísticas, violência estatal e interações online, dentre outros.

    Período de submissão: 15/09/2021 a 28/02/2022 

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  • Chamada para v. 27, n. 59 (set - dez 2022)

    2021-09-12

    A mundanidade dos estudos pós-coloniais

    Organizadores: Alfredo Cesar Melo (Unicamp) e Anita Martins Rodrigues de Moraes (UFF)

    Desde a publicação de Orientalismo (1978) e Cultura e Imperialismo (1992), de Edward Said, os estudos pós-coloniais disseminaram-se amplamente, encontrando novos lugares de enunciação e fomentando abordagens críticas diversas. O nexo entre conhecimento e poder tornou-se uma questão ainda mais sensível para os estudos literários, de maneira que categorias correntes como “primitivo/civilizado”, “arcaico/moderno”, “iletrado/letrado”, “regional/cosmopolita”, “particular/universal”, “subdesenvolvido/desenvolvido”, que pareciam seguras e estáveis, revelaram-se invenções historicamente localizáveis e comprometidas não só com uma concepção linear e evolutiva da história como com programas coloniais e imperiais.

    Nos últimos anos, com movimentos como Black Lives Matter, que questionaram monumentos e espaços públicos erguidos em homenagem a colonizadores e escravagistas na Europa, Américas e África, a crítica pós-colonial ocupou a praça pública e as redes sociais, por vezes utilizando como sinônimos os termos "pós-colonial" e "decolonial". Por outro lado, em países como a França, os estudos pós-coloniais foram tratados pelo governo como inimigos da nação, capaz de ameaçar a identidade nacional com uma agenda supostamente importada das universidades norte-americanas. Tal transbordamento do debate acadêmico para a esfera pública mais ampla evidencia que os estudos pós-coloniais estão no mundo, sendo apropriados e instrumentalizados por diferentes atores sociais em suas lutas políticas.

     Diante desse cenário, interessa examinar com mais vagar os pressupostos ideológicos, os contextos específicos de produção e as lógicas de instrumentalização das diversas teorias pós-coloniais. Pretende-se, assim, contribuir para uma maior precisão conceitual no diálogo e confronto crítico entre os estudos subalternos indianos, o Grupo Modernidade/Colonialidade, a crítica ao Orientalismo e ao Ocidentalismo, os estudos africanos e da diáspora africana, as epistemologias do sul, a teoria crítica da raça e os feminismos. 

    Período de submissão: 02/10/2021 a 01/03/2022  

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  • PRORROGADA - Chamada para v. 27, n. 58 (mai - ago 2022)

    2021-03-29

    Língua, Gramática e Discurso na interface pragmática-sintaxe

    Organização: Paulo Pinheiro-Correa (Universidade Federal Fluminense, Brasil) e Manuel Leonetti (Universidad Complutense de Madrid, Espanha)

    Prazo para envio de originais prorrogado até 06 de outubro de 2021

    Publicação: v. 27, n. 58 (mai - ago 2022)

    Ementa:

    Os estudos de interface pragmática-sintaxe, no âmbito da estrutura da informação, têm sido tema de pesquisas cada vez mais frequentes, de diferentes pontos de vista, com o propósito de compreender sutis arranjos sintáticos - nem sempre explícitos - que expressam valores pragmáticos convencionais entre os falantes de determinada comunidade linguística. Esta dinâmica se revela no estudo de temas como: construções/estratégias de focalização ou de topicalização, miratividade, verum focus, ordem de palavras, status informacional e foco amplo/foco estreito, entre outros assuntos. Assim, este volume tem por objetivo reunir trabalhos deste teor, de perspectivas e modelos teóricos variados, bem como de disciplinas como Filosofia, Linguagem de Programação e Inteligência Artificial que, reunidos, complementam visões sobre um tema desafiador e atual como é o da estrutura da informação.

     

    Thematic Issue: Language, grammar and speech in the pragmatics-syntax interface

    Editors: Paulo Pinheiro-Correa (Universidade Federal Fluminense, Brasil) and Manuel Leonetti (Universidad Complutense de Madrid, Espanha)

    Abstract:

    Studies on pragmatics-syntax interface concerning information structure have recently been addressed in a growing number of papers from different perspectives aiming to discuss and explain subtle syntactic arrangements, which may not always be obvious at first sight, that express conventional pragmatic values among speakers of a particular language community. This dynamic is seen in the study of subjects such as focus and topicalization constructions or strategies, mirativity, verum focus, word order, informational status and broad focus/narrow focus, among other themes. This volume seeks to bring together papers on those topics, from different perspectives and theoretical models, as well as from disciplines such as Philosophy, Programming Language and Artificial Intelligence, for a complementary view on such a challenging and emerging topic, such as information structure.

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  • Chamada para v. 27, n. 57 (jan - abr 2022) - PRAZO ENCERRADO

    2020-12-11

    Poesia e pensatividade: o poema filosofante

     Organização: Celia Pedrosa (UFF),  Patrícia Lavelle (PUC-RJ)

    Publicação prevista: janeiro-abril de 2022 - Prazo para envio de originais: 31 de agosto de 2021

    Encontramos hoje um interesse crescente pela poeticidade do discurso filosófico e, inversamente, pelo pensamento reflexivo em obra na produção poética. Nesta perspectiva, são significativos os projetos teóricos que fazem do diálogo com a poesia a motivação para uma revisão crítica da filosofia ou para a constituição de novos paradigmas teórico-metodológicos. É o caso, por exemplo, da metaforologia de Hans Blumenberg, que chama a atenção para a centralidade e a historicidade das construções metafóricas no interior dos sistemas filosóficos. Destacamos também a desconstrução de Jacques Derrida e seus desenvolvimentos em Paul de Man, a aproximação entre poética e política em Jacques Rancière, ou ainda o último livro de Hannah Arendt, A Vida do espírito, que encontra na poesia elementos importantes para pensar a dinâmica da apresentação de conteúdos abstratos na linguagem, para citar apenas alguns autores.

    Nesse número da revista Gragoatá,  propomos recuperar e  atualizar  esse diálogo e essa confrontação, convidando a interrogar os usos que os próprios poemas fazem de recursos filosóficos. A poesia contemporânea, em especial, tem insistido numa relação outra com o pensamento reflexivo, de diferentes modos, seja por citações diretas ou indiretas de textos filosóficos, seja pela mobilização de questionamentos éticos, políticos ou estéticos na composição de poemas. É o que ocorre nas poéticas das brasileiras Orides Fontela,  Lu Menezes e Josely Vianna Baptista, dos portugueses António Franco Alexandre e Luís Quintais, do espanhol Leopoldo María Panero, do argentino Fabian Casas.  Tal reflexividade aparece ainda pela hibridação de procedimentos poéticos e  ensaísticos, como vemos, por exemplo, na produção da norte-americana Anne Carson ou da brasileira Marília Garcia. Na perspectiva dessas possibilidades de abertura da poesia à filosofia, destacamos também o trabalho editorial que a revista francesa Po&sie, dirigida pelo poeta Michel Déguy, vem realizando desde 1977. Visamos, assim, o exercício de uma perspectiva crítica que parte da materialidade enigmática dos poemas, atenta à diversidade de suas dicções, propostas e possibilidades interpretativas especificas.

    Palavras-chave: poesia, pensamento, reflexividade

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  • ENCERRADA - Chamada para v. 26, n. 56 (set-dez 2021)

    2020-08-06

    Gragoatá 56, terceiro número de 2021, tem como tema DISCURSO, EPISTEMOLOGIAS DO SUL E PEDAGOGIAS DECOLONIAIS. A organização é de Luciana Maria Almeida de Freitas (Universidade Federal Fluminense, Brasil) e Maria Paula Meneses (Universidade de Coimbra, Centro de Estudos Sociais / Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique). Submissões prorrogadas até o dia 15 de de março de 2021.

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