<i>A Maldição do Vale Negro</i> e a inversão das fórmulas de fazer chorar

Autores

  • Gustavo Guenzburger Programa de Pós Graduação em Letras da UERJ

DOI:

https://doi.org/10.22409/gragoata.v21i41.33434

Palavras-chave:

fórmulas afetivas, melodrama, mediação, teatro carioca, telenovela.

Resumo

Explorando o conceito das fórmulas afetivas de Aby Warburg, este trabalho acompanha o processo de inversão das velhas formas melodramáticas que se apresenta na montagem carioca de 1988 de A Maldição do Vale Negro, texto de Caio Fernando Abreu e Luiz Arthur Nunes. Pela perspectiva da recepção da peça, o artigo busca também situar este mecanismo, e o próprio espetáculo, no contexto do teatro carioca, que se reformulava diante de um novo cenário cultural de universalização das telenovelas e de seu estilo naturalista de atuação.

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Biografia do Autor

Gustavo Guenzburger, Programa de Pós Graduação em Letras da UERJ

Pesquisador de teatro que trabalha desde 1989 também como ator, cantor, diretor e produtor. Produziu e atuou durante mais de vinte anos pelo Grupo Sarça de Horeb (1989-2011), que ajudou a fundar. Formou-se ator pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL - 1995). Possui graduação em Letras (Português/ Literatura) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2003). É mestre em Teoria e Literatura Comparada (2011) e Doutor em Literatura Comparada (2015), ambos também pela UERJ e com bolsa da CAPES. Em sua dissertação de mestrado abordou contradições na leitura tradicional que se faz da peça O Mambembe, de Artur Azevedo, a partir de sua metaforologia e da recepção das montagens de 1904 e 1959. Em 2014 realizou estágio-sanduíche na Universidade Sorbonne Nouvelle (Paris III), como parte de sua pesquisa de doutorado sobre as relações entre a estética e a sócio-economia do teatro carioca. Atualmente é Bolsista Pós-doutorado Nota 10 da FAPERJ, em pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UNIRIO.

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Publicado

2016-12-28

Edição

Seção

Artigos de Literatura