Poesia de cordel nas feiras: a memória em São Cristóvão e na Feira Central

Autores

  • Maria Gislene Carvalho Fonseca Universidade Federal de Minas Gerais
  • Carlos Aberto Carvalho Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.22409/rgdajv40

Palavras-chave:

cordel, memória, narrativa, performance

Resumo

Este artigo propõe uma análise das performances da poesia de cordel nas feiras de São Cristóvão (RJ) e Campina Grande (PB), com base em uma abordagem hermenêutica que articula os conceitos de memória e esquecimento, segundo Paul Ricoeur (2007), e de performance, conforme elaborado por Leda Maria Martins (2021). Compreendendo o cordel como um “texto em ação”, o estudo investiga como as práticas poéticas constituem-se como atos comunicativos e processos narrativos inscritos na materialidade dos corpos, nos espaços públicos e nas temporalidades múltiplas. A análise evidencia como essas performances constroem memórias coletivas em constante negociação, que ora evocam tradições vivas, ora mobilizam representações forjadas, revelando disputas simbólicas em torno da legitimidade cultural da poesia de cordel.

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Biografia do Autor

  • Maria Gislene Carvalho Fonseca, Universidade Federal de Minas Gerais

    Doutora em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professora do curso de Jornalismo e do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal do Maranhão.

  • Carlos Aberto Carvalho, Universidade Federal de Minas Gerais

    Doutor em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professor do Departamento de Comunicação Social e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais.

Referências

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Publicado

2025-10-07

Como Citar

Poesia de cordel nas feiras: a memória em São Cristóvão e na Feira Central. (2025). Mídia E Cotidiano, 19(3), 133-151. https://doi.org/10.22409/rgdajv40