Colonialidades brasileñas en revistas: el olvido de género y raza en las páginas de Trip

Autores/as

  • Wigde Arcângelo da Silva Universidade Federal de Ouro Preto
  • Frederico de Mello Brandão Tavares Universidade Federal de Ouro Preto

DOI:

https://doi.org/10.22409/7h6rqj22

Palabras clave:

Cuerpo, Género, Raza, Colonialidad, Revista Trip

Resumen

El objetivo de este artículo es analizar las ediciones impresas de la revista masculina brasileña Trip, para ver cómo la publicación se apropia de determinadas perspectivas históricas sobre una imagen de Brasil en sus páginas, de 1986 a 2020. A partir del análisis, se percibe cómo la revista activa cuerpos imaginarios del colonialismo, intrínsecamente ligados a proyectos nacionales sobre raza y género, reforzando olvidos y jerarquías sociales brasileñas. Se concluye que, incluso de forma involuntaria y a veces contradictoria, la revista Trip reproduce estructuras sociales, mostrando cómo una revista de nicho periodístico y de marketing se comporta editorialmente y constituye representaciones de la memoria a lo largo del tempo.

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Biografía del autor/a

  • Wigde Arcângelo da Silva, Universidade Federal de Ouro Preto

    Jornalista e Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto.

  • Frederico de Mello Brandão Tavares, Universidade Federal de Ouro Preto

    Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

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Publicado

2026-01-21

Cómo citar

Colonialidades brasileñas en revistas: el olvido de género y raza en las páginas de Trip. (2026). Medios Y Cotidiano, 20(1), 8-37. https://doi.org/10.22409/7h6rqj22