Passe livre

Possibilidade ou dispotia

Autores

Palavras-chave:

Mobilidade Urbana, Passe livre, Uberização

Resumo

Em seu livro “Passe livre: as possibilidades da tarifa zero contra a distopia da uberização” Santini põe como reflexão central, pensar a mobilidade urbana das cidades a partir do prisma da circulação, do deslocamento diários das pessoas em seu aspecto mais coletivo, seja nas suas atividades de trabalho, estudos, compras, lazer, flane ou em qualquer outra atividade que exija o deslocamento. Nesse conjunto, os atos de deslocamento passam a opor sistemas de transportes distintos, isto é, opõem lado a lado a circulação através dos modais públicos coletivos[1] com os modais individuais motorizados.  

          Diante disso, o autor coloca duas questões. A primeira diz respeito a uma percepção comum e bem visível aos grandes e médios centros urbanos, se sistemas de mobilidade que priorizam os carros não funcionam bem, como indicam os números, por que da insistência? Como criar condições para melhorar e facilitar a circulação nas cidades?. E a segunda questão aponta para o seguinte enquadramento: a mobilidade enquanto um direito e não como um serviço.


[1] Salientamos a importância de destacarmos a expressão público coletivo e detrimento da expressão coletivo. Pois a expressão coletivo dentro do sistema neoliberal de mobilidade posse assumir outras conotações que não são concebidas dentro de uma lógica de mobilidade plena, visto que, ao taxamos apenas de transporte coletivo, poderíamos estar nos referindo ao Uber, que tem entre suas funcionalidade corridas compartilhadas / coletivas. O que automaticamente o difere de um transporte público coletivo, que é aqui pensado enquanto um direito social universal a todos os cidadãos. 

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Biografia do Autor

Gabriel Guanabarã Lemos Marques, Colégio Centro Escola Riachuelo e do Instituto Renne de Ensino, Campos dos Goytacazes

Professor de Geografia do Colégio Centro Escola Riachuelo e do Instituto Renne de Ensino, Campos dos Goytacazes, Brasil. Mestre em Geografia pela Universidade Federal Fluminense, Licenciado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense e Bacharel em Geografia pela Universidade Federal Fluminense

Fernanda Pereira dos Santos, lpha Colégio pré-vestibular; Centro Educacional Crespo; e Externato Emanuel

Professora de História do Alpha Colégio Pré-vestibular, Centro Educacional Crespo e Externato Emanuel, Campos dos Goytacazes, Brasil. Bacharel em História pela Universidade Federal Fluminense, Licenciada em História pela Universidade Federal Fluminense e Pós-graduada (lato sensu) em história e cultura pela Universidade Estácio de Sá.

Referências

GEHL, Jan. Cidade para pessoas. Tradução: Anita Di Marco. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2013.

GREGORI, Lúcio. A iniquidade da tarifa. PISEAGRAMA, Belo Horizonte, n.1, p. 46 - 48, 2010. Disponível em: https://piseagrama.org/a-iniquidade-da-tarifa. Acesso em: 10 maio 2020

SANTINI, Daniel. Passe livre: as possibilidades da tarifa zero contra a distopia da uberização. São Paulo: Autonomia Literária, 2019.

SEU JORGE. São Gonçalo. Mercury Prod. Ed. Musicais Ltda. (4:30 min)

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Publicado

2020-12-19

Como Citar

Marques, G. G. L., & Santos, F. P. dos. (2020). Passe livre: Possibilidade ou dispotia. Mundo Livre: Revista Multidisciplinar, 6(2), 421-425. Recuperado de https://periodicos.uff.br/mundolivre/article/view/45816

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