As duas faces da moeda: arte e política no regime estético da contemporaneidade

Autores

  • Ricardo Maurício Gonzaga Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória

DOI:

https://doi.org/10.22409/poiesis.1830.147-169

Palavras-chave:

arte, política, verdade, ficção, engajamento político, crise da representação

Resumo

O texto aborda os problemas e riscos da aproximação da arte ao campo da política, a partir da perspectiva da crise da representação mimética e da vigência do “regime estético”, conforme conceituado por Jacques Rancière, e aproximado à instauração do paradigma pós-histórico pelo advento das imagens técnicas, conforme proposto por Vilém Flusser. Nesta perspectiva, verifica-se que conceitos como “verdade”, “ficção” e “engajamento” tornam-se passíveis de reavaliação.

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Biografia do Autor

Ricardo Maurício Gonzaga, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória

Ricardo Maurício Gonzagaé artista visual e performático. Doutor em Artes Visuais pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da EBA/UFRJ. Pós-doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes/PPGCA da Universidade Federal Fluminense. Professor associado do Departamento de Artes Visuais e do Programa de Pós-Graduação em Artes/PPGA da Universidade Federal do Espírito Santo. Líder do grupo de pesquisa CNPq/UFES Práticas e Processos da Performance.

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Publicado

2017-12-31

Como Citar

Gonzaga, R. M. (2017). As duas faces da moeda: arte e política no regime estético da contemporaneidade. REVISTA POIÉSIS, 18(30), 147-169. https://doi.org/10.22409/poiesis.1830.147-169