MULHERES NEGRAS E SUAS EXPERIÊNCIAS COMO PROFESSORAS E MILITANTES NA CRECHE MARIELLE FRANCO
DOI:
https://doi.org/10.22409/b1sp5m11Palavras-chave:
MTST, Mulheres Negras, Educação Popular, Pedagogia Sem-Teto, ExperiênciaResumo
O artigo é fruto de pesquisa desenvolvida com o objetivo de investigar a construção de uma denominada “pedagogia sem teto”, a partir do olhar de mulheres educadoras participantes do processo de implementação e funcionamento da Creche Marielle Franco, na Ocupação Carolina de Jesus, a primeira creche instituída pelo MTST - Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto em Pernambuco. As narrativas biográficas e autobiográfica construídas por meio da metodologia adotada produziram, como resultado, uma problematização dos processos pautados no desenvolvimento integral de emancipação dos sujeitos das estruturas políticas, ideológicas e socioeconômicas, calcados na Educação Popular desenvolvida pelos movimentos sociais.
Downloads
Referências
BONDÍA, Larrosa Jorge. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, n. 19, p. 20-28, jan./abr. 2002.
BOTELHO, Denise; NASCIMENTO, Wanderson Flor do. Celebração móvel: políticas públicas, transversalidade e interseccionalidade de gênero e raça. In: SANTOS. S. D.; GARCIA-FILICE. R. C., RODRIGUES, M. M. R. A Transversalidade de Gênero e Raça nas Políticas Públicas: limites e possibilidades. Brasília, DF, 2016, p. 26-41.
COLLINS, Patrícia Hill. A diferença que o poder faz: interseccionalidade e democracia participativa. Sociologias Plurais, v. 8, n.1, 2022, p. 11-44. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/sclplr/article/view/84497/45732. Acesso em: 08/02/2025.
DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967.
_____. Pedagogia do Oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
_____. Pedagogia da Esperança: Um reencontro com a Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
_____. A educação na cidade. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 1999.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. RIOS, Flavia; LIMA, Márcia (Orgs.). São Paulo, Zahar, 2020.
GOMES, Nilma Lino. O movimento negro educador. Saberes construídos na luta por emancipação. Rio de Janeiro: vozes, 2017.
hooks, bell. Ensinando a transgredir. A educação como prática da liberdade. São Paulo: Ed. WMF Martins Fontes, 2017.
_____. Ensinando comunidade: uma pedagogia da esperança. São Paulo: Elefante, 2021.
LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos, para quê? São Paulo: Cortez, 2004.
PEREIRA, Gorete. Freire e a educação comunitária/popular: caminhos de vivência emancipatória, participativa e inclusiva. Dialogia, São Paulo, n. 42, p. 1-12, set./dez. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.5585/42.2022.23055. Acesso em: 18/06/2025.
RIBEIRO, Matilde. Mulheres negras em movimento. Porto Alegre: Nova Práxis Editorial, 2022.
SANTOS, Antônio Bispo dos. Colonização, Quilombos modos e significados. Brasília: INCTI/UnB 89, 2015.
WALSH, Catherine. Interculturalidade crítica e pedagogia decolonial: insurgir, reexistir e reviver. In CANDAU, Vera Maria. Educação intercultural na América Latina: entre concepções, tensões e propostas. Rio de Janeiro: 7 letras, 2009, p.12-42.
WALSH, Catherine; OLIVEIRA, Luiz Fernandes de; CANDAU, Vera Maria. Colonialidade e pedagogia decolonial: para pensar uma educação outra. Arquivos Analíticos de Políticas Educativas, 2018. Disponível em: http://dx.doi.org/10.14507/epaa.26.3874. Acesso em: 07/06/2024.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Shirley dos Santos Vera Cruz, Mauricio Antunes Tavares

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.




