CORPO-TERRITÓRIO NA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DAS MULHERES QUILOMBOLAS DE ABACATAL-PA/AMAZÔNIA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/qrh2d411

Palavras-chave:

Quilombo, Mulheres Quilombolas, Corpo-Território, Quilombo do Abacatal, Amazônia

Resumo

Este artigo integra a pesquisa intitulada “Mulheres quilombolas em movimento: o protagonismo político de mulheres quilombolas na organização social e política do território”, desenvolvida no norte da Amazônia brasileira, particularmente, no estado do Pará. O recorte apresentado sintetiza o estudo relacionado às estratégias de defesa do corpo-território mobilizado pelas mulheres do Quilombo de Abacatal (PA). O estudo fundamentou-se na pesquisa-ação participativa e adotou a interseccionalidade como abordagem teórico-analítica. As narrativas apreendidas evidenciam que essas mulheres se reconhecem como corpos-territórios, categoria política vinculada a uma epistemologia ancestral da existência. Para as abacataenses, a luta feminina é indissociável da luta pelo território.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Maria Amoras, Universidade Federal do Pará

    Antropóloga e Doutora em Antropologia - Universidade Federal do Pará; Professora dos cursos de graduação e pós-graduação em Serviço Social - Universidade Federal do Pará-UFPA.

  • Solange Maria Gayoso da Costa, Universidade Federal do Pará

    Assistente Social e Doutora em Desenvolvimento Socioambiental - Universidade Federal do Pará; Professora dos cursos de graduação e pós-graduação em Serviço Social – Universidade Federal do Pará.

  • Silvia Moreira Fernandes, Universidade Federal do Pará

    Doutoranda em Serviço Social – Universidade Federal do Pará; Assistente Social - Núcleo de Proteção Social
    Especial da Secretaria de Estado de Assistência Social do Amapá.

Referências

ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Nova cartografia social: territorialidades específicas e politização da consciência das fronteiras. In: ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de; FARIAS JR., Emmanuel de Almeida (org.). Povos e comunidades tradicionais. Manaus: UEA, 2013. p. 157-173.

AMORAS, Maria. “No Abacatal (também), uma Flor”: um estudo antropológico sobre a relação criança & trabalho. Tese (Doutorado em Antropologia) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2014.

AMORAS, Maria; COSTA, Solange Maria G.; ARAÚJO, Luana Mesquita de. O ativismo das mulheres negras escravizadas no Brasil colonial e pós-colonial, no contexto da América Latina. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais. Dossiê Território, Gênero e Interseccionalidades, [S.l.], v. 23, 2021. DOI: https://doi.org/10.22296/2317-1529.rbeur.202128

AMORAS, Maria; COSTA, Solange Maria G.; BARROS, Natália Aguiar de. Feminismos e a Emancipação da América Latina. Revista Praia Vermelha, Rio de Janeiro, v. 31, n. 2, p. 366-390, jul./dez. 2002. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/praiavermelha/article/view/39847/25092. Acesso em: 31 mar. 2025.

AMPQUA. Associação de Moradores e Produtores de Abacatal e Aurá. Comunidade Quilombola do Abacatal. Protocolo de Consulta Prévia, Livre e Informada. Ananindeua: [s.n.], 2017. Disponível em: https://acervo.socioambiental.org/sites/default/files/documents/03D00035.pdf. Acesso em: set. 2022.

ANJOS, José C. G. Etnia, raça e saúde: sob uma perspectiva nominalista. In: MONTEIRO, Simone; SANSONE, Lívio (org.). Etnicidade na América Latina: um debate sobre raça, saúde e direitos reprodutivos. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2004. p. 97-120.

BALLESTRIN, Luciana. O Sul Global como projeto político. Horizontes ao Sul, [S.l.], jul. 2020.

CARDOSO, Ana Claudia D.; AMORAS, Maria; GAYOSO, Solange; SILVA, Harley. Contra-cartografias de povos tradicionais nas metrópoles paraenses: repertórios para um urbano amazônico plural. Revista NAU Social, [S.l.], v. 13, n. 24, p. 937-953, dez. 2022. DOI: https://doi.org/10.9771/ns.v13i24.44395

CARNEIRO, Sueli. Mulheres em movimento. Estudos Avançados, v. 17, n. 49, p. 118-132, 2006. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-40142003000300008

COLLINS, Patricia Hill. Bem mais que ideias a interseccionalidade como teoria social crítica. Trad. Bruna Barros e Jesus Oliveira. São Paulo: Boitempo, 2022.

GAGO, Verónica. A potência ou o desejo de feminista transforma tudo. São Paulo: Elefante, 2020.

GASKELL, George. Entrevistas individuais e grupais. In: BAUER, Martin W.; GASKELL, George. (org.) Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. p. 64-89.

GIFFONI, Johny Fernandes. Protocolos comunitários-autônomos de consulta e consentimento quilombolas: direito e negacionismo. 2020. 291 f. Dissertação (Mestrado em Direito) – Instituto de Ciências Jurídicas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/15030. Acesso em: 7 mar. 2023.

GOMES, Flávio Santos dos. A Hidra e os pântanos: quilombos e mocambos no Brasil (sécs. XVII-XIX). 1997. 773 f. Tese (Doutorado) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1997. Disponível em: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/9920. Acesso em: 8 maio 2025.

HAESBAERT, R. Do Corpo-Território ao Território-Corpo (da terra): contribuições decoloniais. Geographia, Rio de Janeiro, v. 22, n. 48, 16 jun. 2020. Disponível em: https://periodicos.uff.br/geographia/article/view/43100. Acesso em: 24 nov. 2022.

LIMA, Karla Dias. Reflexões sobre a liderança feminina na Comunidade Remanescente Quilombola do TUCUM/BA. Caderno Espaço Feminino, [S.l.], v. 27, n. 1, 2014. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/neguem/article/view/24848. Acesso em: 13 set. 2023.

LIMA, Noely da Silva; MACIEL, Ana Amélia de A.; FLORES, Maria do Socorro A. Abacatal: regido pelo signo do caminho das pedras – um repensar sobre a educação ambiental em escola quilombola. In: CONDURÚ, Marise Teles et al. (org.). Educação e informação ambiental na construção da sustentabilidade na realidade amazônica. Belém: NUMA/UFPA, 2020.

LUGONES, María. Rumo a um feminismo descolonial. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 22, n. 3, p. 935-952, 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2014000300013

MARIN, Rosa Elizabeth A.; CASTRO, Edna Maria R. de. No caminho de Pedras de Abacatal: experiência social de grupos negros no Pará. 2. ed. Belém: NAEA/ UFPA, 2004.

NUNES, Georgina Helena L. Mulheres negras em seus protagonismos: paradoxos em relação ao gênero. In: SILVA, U. R.; SENNA, N. C.; MICHELON, F. F. (org.). Gênero, Arte e memória: ensaios interdisciplinares. Pelotas: Edgu UFPEL, 2009.

PIMENTEL, Sâmia Maírla V.; SILVA, David Junior de S. Resistência e liderança da mulher negra: um estudo na comunidade quilombola São José de Icatu em Mocajuba-PA. Nova Revista Amazônica, [S.l.], v. 10, n. 1, jun. 2022. DOI: http://dx.doi.org/10.18542/nra.v10i1.12765

SILVA. David Junior de S. O processo de territorialização do Quilombo do Rosa, Amapá, Brasil. Amazônica – Revista de Antropologia, [S.l.], v. 12, n. 1, p. 49-85, 2020.

SIROTHEAU, José Luiz T. Impactos socioterritoriais e identidade quilombola em espaço metropolitano: o caso da comunidade de Abacatal (Pará). 2012. 146 f. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2012. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/8200. Acesso em: 7 mar. 2023.

WERNECK, Jurema. Nossos passos vêm de longe! Movimentos de mulheres negras e estratégias políticas contra o sexismo e o racismo. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 1, n. 1, p. 7-17, jun. 2010. Disponível em: https://abpnrevista.org.br/site/article/view/303. Acesso em: 6 maio 2026.

Downloads

Publicado

30-10-2026

Edição

Seção

ARTIGOS