E EU, NÓS, INTELECTUAIS PRETAS NA CIRCULARIDADE ANTICOLONIAL, ANTIRRACISTA, ANTIPATRIARCAL EM UNIVERSIDADES BRASILEIRAS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/13spp186

Palavras-chave:

Pesquisadoras Pretas, Anticolonial, Antirracista, Antipatriarcal, Universidade Pública

Resumo

As mulheres pretas desafiam a hegemonia da ciência tradicional, que se sustenta na racionalidade do “mito da intelectualidade” branca e racista. Pesquisadoras pretas instauram possibilidades epistêmicas no ambiente acadêmico e comunitário, baseadas em um projeto de universidade democrática e popular. Ao pesquisarem Programas de Pós-Graduação liderados por docentes negras na Universidade Estadual do Piauí (UESPI), na Universidade Federal de Viçosa (UFV) e na Universidade Federal do Piauí (UFPI), articulam projetos de formação e intervenção com as classes populares, prioritariamente pretas e indígenas, em interseccionalidades de gênero e classe, atualizando conhecimentos socialmente críveis diante da falácia do “mito da intelectualidade” da branquitude.

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Biografia do Autor

  • Lucineide Barros Medeiros, Universidade Estadual do Piauí

    Doutora em Educação - Universidade do Vale do Rio dos Sinos; Professora Associada – Universidade Estadual do Piauí

  • Maria Simone Euclides, Universidade Federal de Viçosa

    Doutora em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Possui mestrado em Extensão Rural e graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Pesquisadora afiliada à Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN) e ex-pesquisadora da Associação de Estudos Latino-Americanos (LASA) de 2019 a 2020. É integrante do Grupo de Pesquisa Centro Brasileiro, Latino-Americano e Caribenho de Estudos sobre Relações Raciais, Gênero e Movimentos Sociais (NBlac), credenciado pelo CNPq, e vinculada ao Grupo de Pesquisa em Educação, Gênero e Raça (EDUCAGERA) da Universidade Federal de Viçosa. Atualmente, atua como Professora Adjunta IV no Departamento de Educação, atuando no curso de graduação e no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação da mesma instituição. É coordenadora do projeto de pesquisa "Presenças negras em programas de pós-graduações: emergências e agências na ciência brasileira", aprovado no edital 037/2022 da CAPES, Programa Alteridade na Pós - Graduação e coordenadora do Projeto de Extensão "Ação Afirmativa na Pós - Graduação". Sua expertise acadêmica está na área de Educação e Diversidade, com foco principal nos seguintes temas: autoetnografias negras, gênero, raça, racismo, políticas de ações afirmativas, trajetórias educacionais, epistemologias negras e educação antirracista.

  • Maria do Socorro da Silva Arantes, Universidade Federal do Piauí

    Professora Adjunta Universidade Federal do Piauí (UFPI) do Curso de Pedagogia (CCE-DEFE) e do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas (PPGPP-UFPI). Doutora em Educação (UFPI) com Doutoramento Sanduíche no Centro de Estudos Sociais (CES) na Universidade de Coimbra (UC) em Portugal. Atualmente, na pesquisa desenvolve projeto de internacionalização da ciência indígena (Brasil-Bolívia) financiado pela CAPES - Abdias Nascimento. Na dimensão da Extensão coordena o Projeto de Extensão GOVERNANÇA POLÍTICA E GESTÃO INDÍGENA PARA EQUIDADE: capacitação técnica-científica em política educacional para educadores indígenas, e na dimensão do Ensino coordenou a primeira Latu Sensu com a Especialização em Educação do Campo da UFPI. Investiga as áreas da Educação, Educação Popular, Educação do Campo, Política Educacional, Formação de Professores, Prática Pedagógica, Prática Educativa, Ciência Descolonial, Universidade, Metodologias Participativas, Investigação-ação Participante, Política de Educação, Globalização Colonial, Estado. Políticas Públicas. Povos Indígenas. Povos do Campo. É associada ao Grupo de Estudos Indígenas da ANPEd. Coordena o Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Educação, Ciência Descolonial, Epistemologia e Sociedade (NEPEECDES). Autora de Livro: Educação popular, pedagogia participante e incidência política da escola de formação Quilombo dos Palmares (EQUIP) no nordeste brasileiro; O perfil socioeducacional dos discentes da licenciatura em educação do campo: impasses e desafios na luta dos camponeses pela democratização da universidade

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Publicado

30-10-2026

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Seção

ARTIGOS