DESCOLONIZAR PARA TRANSFORMAR

O PAPEL DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NA FORMAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL

Autores/as

  • Jaqueline Barros UNIVASSOURAS
  • Andrea Silva PUC-Rio

Palabras clave:

Extensão Universitária , Decolonialidade, Serviço Social , Formação Antirracista , Educação Superior

Resumen

O artigo analisa a extensão universitária como prática decolonial essencial à formação crítica, ética e antirracista no Serviço Social. Com base na Resolução CNE/MEC nº 7/2018, a curricularização da extensão fortalece o vínculo entre teoria, prática e compromisso social, promovendo a democratização do saber e o diálogo com conhecimentos populares historicamente invisibilizados. Inspirada no pensamento decolonial, essa perspectiva questiona a colonialidade do saber e o eurocentrismo, incorporando a interculturalidade como eixo estruturante da formação profissional. No campo do Serviço Social, comprometido com os direitos humanos e o enfrentamento do racismo estrutural, a extensão transcende o caráter pedagógico e assume dimensão política e ética. Ela fomenta práticas emancipatórias que reconhecem sujeitos subalternizados como produtores de conhecimento e agentes de transformação social. A pesquisa, de natureza bibliográfica e abordagem crítica, aponta potencialidades e desafios dessa experiência formativa, como a necessidade de romper barreiras institucionais, incentivar a inovação pedagógica e assegurar condições materiais adequadas à sua efetividade. Ao valorizar saberes plurais e promover ações inclusivas, a extensão amplia horizontes acadêmicos e reafirma o projeto ético-político do Serviço Social, conforme os princípios do Código de Ética Profissional de 1993. Conclui-se que a extensão universitária, orientada por fundamentos decoloniais, representa um instrumento estratégico de radicalização democrática e de construção de um projeto social plural, equitativo e libertador, capaz de romper com a lógica colonial e eurocêntrica ainda presente nas universidades latino-americanas.

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Biografía del autor/a

  • Jaqueline Barros, UNIVASSOURAS

    Pós-Doutoranda em Serviço Social pela PUC-Rio. Doutora e Mestre em Serviço Social pela PUC-Rio. Especialista em Gênero e Sexualidade pelo IMES/UERJ. Docente do Curso de Serviço Social da
    Universidade de Vassouras, Campus Maricá. Membro integrante do NEGAS, Núcleo de Estudos em Saúde e Gênero.

    https://orcid.org/0009-0001-2565-9157

  • Andrea Silva, PUC-Rio

    Doutoranda e mestre em Serviço Social pela PUC-Rio. Graduada em Ciências Econômicas (UNISUAM), Serviço Social e Direito (PUC-Rio). Especialista em Gestão e Recursos Humanos, Assistência Social e Direitos Humanos, e Direito das Famílias e das Sucessões. Bolsista do CNPq (DTI-C); Participa do Núcleo de Estudos em Saúde e Gênero – NEGAS, e atua como assessora na Coordenação Central de
    Inovação em Estratégia Pedagógica da Vice-Reitoria de Extensão da PUC-Rio.

    https://orcid.org/0009-0000-9462-7602

Publicado

2025-12-31

Número

Sección

Artículos - Dossier Temático