DESCOLONIZAR PARA TRANSFORMAR
O PAPEL DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NA FORMAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL
Palabras clave:
Extensão Universitária , Decolonialidade, Serviço Social , Formação Antirracista , Educação SuperiorResumen
O artigo analisa a extensão universitária como prática decolonial essencial à formação crítica, ética e antirracista no Serviço Social. Com base na Resolução CNE/MEC nº 7/2018, a curricularização da extensão fortalece o vínculo entre teoria, prática e compromisso social, promovendo a democratização do saber e o diálogo com conhecimentos populares historicamente invisibilizados. Inspirada no pensamento decolonial, essa perspectiva questiona a colonialidade do saber e o eurocentrismo, incorporando a interculturalidade como eixo estruturante da formação profissional. No campo do Serviço Social, comprometido com os direitos humanos e o enfrentamento do racismo estrutural, a extensão transcende o caráter pedagógico e assume dimensão política e ética. Ela fomenta práticas emancipatórias que reconhecem sujeitos subalternizados como produtores de conhecimento e agentes de transformação social. A pesquisa, de natureza bibliográfica e abordagem crítica, aponta potencialidades e desafios dessa experiência formativa, como a necessidade de romper barreiras institucionais, incentivar a inovação pedagógica e assegurar condições materiais adequadas à sua efetividade. Ao valorizar saberes plurais e promover ações inclusivas, a extensão amplia horizontes acadêmicos e reafirma o projeto ético-político do Serviço Social, conforme os princípios do Código de Ética Profissional de 1993. Conclui-se que a extensão universitária, orientada por fundamentos decoloniais, representa um instrumento estratégico de radicalização democrática e de construção de um projeto social plural, equitativo e libertador, capaz de romper com a lógica colonial e eurocêntrica ainda presente nas universidades latino-americanas.
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