Monitoramento epidemiológico da sífilis congênita
Desafios e atribuições do Serviço Social no contexto de Campos dos Goytacazes/RJ
Palavras-chave:
Sífilis Congênita. Serviço Social. Determinantes Sociais da Saúde. Políticas Públicas. Campos dos Goytacazes.Resumo
O presente artigo tem como objetivo analisar a atuação do Serviço Social no monitoramento epidemiológico da Sífilis Congênita no município de Campos dos Goytacazes/RJ, com o objetivo de desvelar as barreiras socioeconômicas e institucionais que impactam a saúde pública. A metodologia empregada consistiu em uma pesquisa exploratória e descritiva, fundamentada na experiência prática de estágio supervisionado e realizada no Centro de Doenças Infecto Parasitárias (CDIP II) do município. A Sífilis Congênita é abordada como uma grave expressão da Questão Social, que revela de forma contundente as iniquidades no acesso à saúde e a fragilidade das políticas públicas destinadas à população vulnerável. Os resultados do estudo apontam que a baixa escolaridade e a segregação territorial, manifestada pela residência em bairros periféricos, atuam como cruciais determinantes sociais da saúde das gestantes em tratamento, dificultando significativamente a adesão ao pré-natal e ao tratamento completo. Demonstra-se que o Serviço Social, alinhado ao seu Projeto Ético-Político, atua como um mediador fundamental neste cenário, promovendo o acesso aos serviços, a escuta qualificada e a necessária articulação de redes intersetoriais para o efetivo enfrentamento da doença. Os resultados mostram ainda que a intervenção profissional é essencial não apenas para desvelar as barreiras de classe e gênero que perpetuam o ciclo de reinfecção, mas principalmente para qualificar a resposta do Estado no enfrentamento do problema e garantir o direito à saúde como política social.
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