ANÁLISE DAS PERCEPÇÕES DE VISITANTES DO PARQUE MUNICIPAL NATURAL DO GERICINÓ PREFEITO FARID ABRÃO, NILÓPOLIS/RJ
DOI:
https://doi.org/10.47977/2318-2148.2026.v14n19p23Palabras clave:
Unidade de Conservação, Uso Público, Análise de Conteúdo; , Percepção Ambiental, Baixada FluminenseResumen
RESUMO
Este artigo apresenta um estudo exploratório sobre a imagem pública do Parque Natural Municipal do Gericinó Prefeito Farid Abrão, localizado em Nilópolis/RJ. A investigação buscou compreender as representações sociais do Parque, analisando experiências, significados e valores atribuídos pelos frequentadores. A metodologia baseou-se na Análise de Conteúdo de Bardin (2016) aplicada a um corpus documental de 48 registros (comentários e imagens) extraídos da plataforma Google Maps. A análise permitiu elencar quatro categorias centrais: uso recreativo, valorização da infraestrutura, percepção estética da natureza e pertencimento ecológico. Os resultados quantitativos revelam a predominância do uso recreativo (36 registros), seguida pela percepção estética (6) e infraestrutura (4), enquanto o pertencimento ecológico, de caráter transversal, apresenta a menor incidência (2 registros). Essa constatação reforça a necessidade de aprimoramentos na gestão participativa e nas ações de educação ambiental crítica, visando transformar o espaço em um território de pertencimento ecológico visando transformar o espaço em um território de pertencimento ecológico e promover a ressignificação da relação sociedade-natureza na Baixada Fluminense.
Descargas
Referencias
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2016.
BERTRAND, G. A paisagem em geografia. Paris: Institut de Géographie, 2007.
CARVALHO, I. C. M. Educação ambiental e formação de sujeitos ecológicos. São Paulo: Cortez, 2008.
CRESWELL, J. W. Investigação qualitativa e projeto de pesquisa. Porto Alegre: Penso, 2014.
DELGADO-MÉNDEZ, J. M. A interpretação ambiental como instrumento de desenvolvimento do ecoturismo e educação ambiental. In: CERRANO, S. (org.). A educação pelas pedras: ecoturismo e educação ambiental. São Paulo: Chronos, 2000. 190 p.
DIEGUES, A. C. O mito da natureza intocada. São Paulo: Hucitec, 2001.
FLICK, U. Introdução à pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Artmed, 2009.
FONTANELLA, B. J. B. et al. Amostragem em pesquisas qualitativas: proposta de procedimentos para constatar saturação teórica. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 27, n. 2, p. 389-394, 2011. ISSN 1678-4464. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2011000200020.
GIBBS, G. Análise de dados qualitativos. Porto Alegre: Artmed, 2009.
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
INSTITUTO ESTADUAL DO AMBIENTE. Atlas das Unidades de Conservação Municipais do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: INEA, 2024. Disponível em: https://www.inea.rj.gov.br/wp-content/uploads/2025/03/livro.pdf. Acesso em: 22 nov. 2025.
KRIPPENDORFF, K. Content analysis: an introduction to its methodology. Thousand Oaks: Sage, 2013.
LEFEBVRE, H. A produção do espaço. São Paulo: USP, 1991.
LEFF, E. Epistemologia ambiental. São Paulo: Cortez, 2001.
LIMA, G. S.; FOGAÇA, I. F. Parque Municipal Natural do Gericinó: uma análise preliminar da percepção dos visitantes. Revista Brasileira dos Observatórios de Turismo – ReBOT, Natal, v. 4, n. 1, p. 253-361, 2025. ISSN 2764-5835. DOI: https://doi.org/10.59776/2764-5835.2025.7230.
MAYRING, P. Qualitative content analysis. Forum Qualitative Social Research, [s. l.], v. 1, n. 2, 2004. ISSN 1438-5627.
MENDES, R. M.; MISKULIN, R. G. S. A análise de conteúdo como uma metodologia. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 47, n. 165, p. 1044-1066, 2017. ISSN 1980-5314. DOI: https://doi.org/10.1590/198053143988.
MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed. São Paulo: Hucitec, 2017.
MORAES, E. A. et al. Turismo de base comunitária em unidades de conservação de uso sustentável no Brasil: para pensar práticas de gestão. Turismo, Visão & Ação, Balneário Camboriú, v. 26, p. 1-19, 2024. ISSN 1983-7151. DOI: https://doi.org/10.14210/tva.v26.19133.
MORIN, E. A educação e a complexidade do ser e do saber. Petrópolis: Vozes, 2001.
OBSERVATÓRIO DE TURISMO E LAZER BAIXADA VERDE. Base de dados de indicadores de visitação de Nilópolis. Nova Iguaçu, [2024?]. Disponível em: https://www.observatoriobaixadaverde.com. Acesso em: 18 out. 2025.
PIMENTEL, D. S.; MAGRO, T. C. Diferentes dimensões da educação ambiental para a inserção social dos Parques. Revista Brasileira de Educação Ambiental, São Paulo, v. 7, n. 2, p. 44-50, 2012. ISSN 1981-1764. DOI: https://doi.org/10.34024/revbea.2012.v7.1773.
PIMENTEL, D. S. et al. Avaliação das possibilidades do uso de imagens depositadas na internet para a gestão do uso público em Parques. Uso Público em Unidades de Conservação, Niterói, v. 8, n. 13, p. 51-68, 2020. ISSN 2318-2148. DOI: https://doi.org/10.47977/2318-2148.2020.v8n13p51.
SANTOS, M. A natureza do espaço. São Paulo: Hucitec, 1996.
SORRENTINO, M. Educação ambiental, participação e desenvolvimento sustentável. São Paulo: Cortez, 2017.
TUAN, Y. F. Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. São Paulo: Difel, 1980.
VALLEJO, L. R. Os Parques e reservas como instrumentos do ordenamento territorial. In: Ordenamento territorial: coletânea de textos com diferentes abordagens no contexto brasileiro. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009. p. 157-193.
VALLEJO, L. R. Uso público em áreas protegidas: atores, impactos, diretrizes de planejamento e gestão. Uso Público em Unidades de Conservação, Niterói, v. 1, n. 1, p. 13-26, 2013. ISSN 2318-2148. DOI: https://doi.org/10.47977/2318-2148.2013.v1n1p13.
WIKIMAPIA. Parque Natural Municipal do Gericinó – Prefeito Farid Abrão. Wikimapia. [S. l.], [2022?]. Disponível em: https://wikimapia.org/21104641. Acesso em: 8 out. 2025.


