O POTENCIAL TURÍSTICO DA OBSERVAÇÃO DE HERPETOFAUNA NA FAZENDA DAS NASCENTES, MUNICÍPIO DE MAGÉ, ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47977/2318-2148.2026.v14n19p117

Palavras-chave:

Mata Atlântica, Anfíbios, Conservação, Herping, Répteis

Resumo

É crescente a procura mundial pelo turismo de observação da vida silvestre, especialmente da herpetofauna, entretanto, no Brasil ainda podemos considerar incipiente a prática de herping. Estudos sobre a herpetofauna de Magé são escassos, mesmo próximos ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos e à Reserva Ecológica do Guapiaçu. A Fazenda das Nascentes está localizada no município de Magé, estado do Rio de Janeiro, possuindo cerca de 140 ha, predominando fragmentos de Floresta Ombrófila Densa em meio a antigas pastagens, com destaque para a sua herpetofauna de fácil observação. A Fazenda conta com uma infraestrutura básica de apoio à visitação, como dormitórios, área de camping e salas de aula. A implantação da observação de sua herpetofauna para visitantes dependia de um conhecimento amplo, sendo o objetivo deste estudo. A metodologia utilizada foi a busca ativa diurna e noturna, com esforço de 892 homens-hora e revisão de coleções científicas. Testemunhos foram depositados no Museu Nacional. Os indivíduos capturados foram medidos em comprimento, massa e identificados sexualmente. Serpentes foram marcadas pelo corte de escamas ventrais. Registramos 46 espécies (25 anfíbios e 21 répteis) em campo. As espécies mais abundantes foram: Rhinella ornata (n = 48) e Tropidurus torquatus (n = 96). As regiões externas mais similares à Fazenda das Nascentes, em termos de herpetofauna, foram a Estação Ecológica Estadual do Paraíso e a Reserva Ecológica de Guapiaçu.

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Biografia do Autor

  • Bióloga Lia Motta, Faculdade de Formação de Professores, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Bióloga, graduada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atuando em Educação Ambiental e pesquisas com herpetofauna. Proprietária da Fazenda das Nascentes, área com processo de criação de Reserva Particular do Patrimônio Natural, Magé, RJ.

  • Graduando Alex Oliveira, Faculdade de Formação de Professores, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Graduando em Ciências Biológicas pela Faculdade de Formação de Professores, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

  • Jorge Antônio Lourenço Pontes, Faculdade de Formação de Professores UERJ, Departamento de Ciências.
    Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - PPGEE / UERJ, com Tese sobre Ecologia de comunidade de anuros (2010). Mestre em Biologia com concentração em Ecologia - PPGB / UERJ (2005), com Dissertação sobre Ecologia de serpentes. Desde 2000 realiza pesquisas sobre a herpetofauna do Bioma Mata Atlântica, em diferentes ecossistemas, no Estado do Rio de Janeiro. Profissionalmente, atua como Professor Visitante na UERJ - FFP no curso de Pós-Graduação em Ensino de Ciências, Ambiente e Sociedade (PPGEAS), inclusive na orientação de alunos. Foi Professor Substituto lecionando disciplinas em Ecologia e Zoologia para o curso de Licenciatura em Biologia na FFP - UERJ (1999 - 2000 e 2009 - 2011). Biólogo concursado da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, atuando na Gerência de Gestão de Unidades de Conservação e na Subgerência de Monitoramento de Biodiversidade, onde desenvolve estudos e projetos para a criação e implantação de unidades de conservação da natureza; para a recuperação ecológica de paisagens e para o manejo da fauna e flora, inclusive de espécies exóticas invasoras (desde 2000). Foi Chefe da Divisão de Unidades de Conservação no Instituto de Florestas do Estado do Rio de Janeiro (IEF-RJ) (1999 - 2000). Consultor Sênior, atuando na avaliação de áreas naturais; impactos ambientais; inventários faunísticos e florísticos; na criação, implantação e gerenciamento de unidades de conservação da natureza e no manejo de fauna e flora. Também tem publicado artigos, capítulos e livros abordando temas em ecologia, educação ambiental, herpetofauna e unidades de conservação da natureza.

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"Herping" turismo de observação da vida silvestre, especialmente da herpetofauna

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2026-08-27

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Artigos