Política de facção e ruralidade em Puna jujeña, Argentina.

Carlos Javier Cowan Ros

Resumo


O artigo aporta à compreensão das especificidades da política em localidades rurais. A análise centra-se no processo de constituição de Fermín como o principal dirigente político de uma pequena localidade, as condições de emergência e reprodução da facção que ele conduz e as características que adquiriu a institucionalidade estatal no lugar a partir das ações dos membros da facção. A estratégia analítica e narrativa centra-se na trajetória de Fermín. Os depoimentos são contextualizados e interpretados vis-à-vis vivências, processos sociais e a posição ocupada pelos entrevistados na cena política local. O período de análise abarca do nascimento de Fermín, em 1950, até 2016. Dentre as conclusões destaca que a emergência e constituição de Fermín como liderança política ocorreram em relação com transformações institucionais, sociais e econômicas. Suas motivações para participar em política foram múltiplas e cambiantes e estiveram em relação a sua experiência de vida e a posição assumida em cada momento. O escasso capital político que as lideranças da localidade possuem na cena política provincial é uma característica estrutural que condiciona suas práticas políticas e suas projeções na jerarquia da politica partidária. No entanto, observa-se sua capacidade de agencia na resignificação e produção de instituições estatais, a partir da criatividade que oferece a sua experiência de vida e a influencia de visões e lógicas de ação que emanam de outras esferas sociais, como serem os âmbitos do desenvolvimento rural e das organizações indígenas.

 


Palavras-chave


facção; práticas políticas; trajetória política; estatalidades.

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DOI: https://doi.org/10.22409/antropolitica2017.0i43.a422

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