A arte da amizade: José Olympio, o campo de poder e a publicação de livros autenticamente brasileiros

Gustavo Sorá

Resumo


Este artigo estuda as condições materiais e afetivas que permitem explicar como e por que José Olympio Pereira Filho monopolizou, no fim dos anos 1930, a edição dos livros considerados indispensáveis para sentir e pensar o país. De modo geral, o trabalho observa e analisa os capitais social, econômico e político que gravitaram em torno desse editor. Em primeiro lugar,

se remontam alguns aspectos da sua trajetória pessoal: sua socialização e experiência inicial no

mundo dos livros, a constituição e os destinos da sua família, considerada no senso lato dos laços consanguíneos e por aliança. Estes últimos abarcavam não só os vínculos estabelecidos por casamento, mas também as relações de interdependência com um amplo conjunto de pessoas (escritores, políticos, homens de negócios) que se consideravam irmãos, padrinhos, amigos íntimos. Em segundo lugar, se reconstrói a incorporação e o uso de habilidades comerciais na venda de livros, de direitos, de bens propriamente editoriais. E, em terceiro, se pensa a permanente relação de José Olympio com agentes de peso no campo de poder, entre fins dos anos 1920 em São Paulo e o auge do varguismo no Rio de Janeiro.


Palavras-chave


campo editorial; história social do mundo do livro; cultura impressa e nação; José Olympio; laços pessoais e poder.

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DOI: https://doi.org/10.22409/antropolitica2011.1i30.a52

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