Depois da morte materna: interpretações de profissionais da vigilância epidemiológica sobre os óbitos e as reconfigurações familiares em Pernambuco
DOI:
https://doi.org/10.22409/antropolitica2026.v58.i1.a68294Palavras-chave:
Mortalidade materna, Vigilância epidemiológica, Famílias, Cuidado, Desigualdades sociais.Resumo
As noções de família, suas novas configurações e arranjos têm ocupado, mais recentemente, um lugar central nos debates acadêmicos. As transformações nas formas de cuidado e nas dinâmicas familiares ganham contornos particulares quando observadas a partir das investigações de óbitos maternos. A razão de morte materna é um indicador essencial da qualidade da saúde e do grau de desigualdade social em um país, e no Brasil esse fenômeno persiste como um problema histórico de saúde pública, agravado por marcadores sociais da diferença como raça, classe, território, escolaridade, deficiência e idade. Em Pernambuco, as elevadas taxas de mortalidade materna evidenciam desigualdades no acesso aos serviços, racismo obstétrico, desumanização do cuidado e ausência de vínculo das mulheres aos espaços de atenção à saúde. Soma-se a isso os efeitos da criminalização do aborto, que pune inclusive aquelas que poderiam ter tido acesso à interrupção legal prevista em lei, mas não tiveram suas vidas poupadas. Com base em pesquisa etnográfica realizada no Comitê Estadual de Estudos de Morte Materna de Pernambuco, busco compreender como profissionais da vigilância epidemiológica interpretam o processo de investigação do óbito de mulheres em idade fértil, os impactos sociais da morte materna e as reconfigurações familiares observadas nas investigações domiciliares. Discuto o imaginário da “desestruturação familiar” mobilizado nesses contextos e argumento que a morte materna expressa itinerários de abandono, resultantes da reprodução das desigualdades e da persistente desassistência estatal.
Downloads
Referências
ALLEBRANDT, Débora; LUSTOSA, Raquel, KLUJSZA, Stephania. “Um erro assim foi fatal, né?”: morte materna evitável, racismo e violência obstétrica no Brasil. Brasil de Fato, Rio de Janeiro, 27 abr. 2024. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/colunista/rema/2024/09/26/um-erro-assim-foi-fatal-ne-morte-materna-evitavel-racismo-e-violencia-obstetrica-no-brasil/. Acesso em: 26. set. 2024.
BARROSO, Hayeska; GAMA, Mariah. A crise tem rosto de mulher : como as desigualdades de gênero particularizam os efeitos da pandemia do COVID-19 para as mulheres no Brasil. Revista Do CEAM, Brasília, v. 6, n. 1, p. 84–94, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.5281/3953300. Acesso em: 25 out. 2025.
BONET, Octavio. Itinerações e malhas para pensar os itinerários de cuidado: A propósito de Tim Ingold. Sociologia e Antropologia, Rio de Janeiro, 4, n. 2, p. 327-350, 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sant/a/DY5QngrQbd3ZgsQTD6Sjgvs/?lang=pt. Acesso em: 7 nov. 2025.
BRANDÃO, Elaine Reis; CABRAL, Cristiane da Silva. Justiça reprodutiva e gênero: desafios teórico-políticos acirrados pela pandemia de Covid-19 no Brasil. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, São Paulo, v. 25, e200762, 2021. Disponível em : https://www.scielo.br/j/icse/a/PrkQZTHQFkMYVQQLHJxKPNF/. Acesso em: 27 jun. 2025.
CARNEIRO, Sueli. Escritos de uma vida. São Paulo: Pólen Livros, 2019.
CARNEIRO, Sueli. Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de (org.). Pensamento Feminista: Conceitos Fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019. p. 313–324. Disponível em: https://ria.ufrn.br/handle/123456789/2736. Acesso em: 7 nov. 2025.
CARNEIRO, Rosamaria. Gestar e parir em tempos de COVID-19: uma tragédia anunciada? Boletim Cientistas Sociais e o Coronavírus, São Paulo, n. 29, 28 abr. 2020. Disponível em: https://anpocs.org/index.php/publicacoes-sp-2056165036/boletim-cientistas-sociais/2343-boletim-n-29-cientistas-sociais-e-o-coronavirus. Acesso em: 27 jun. 2025.
CARVALHO, Patricia; VIDA, Suely Arruda;Comitê de mortalidade materna e a vigilância do óbito em Recife no aprimoramento das informações: avaliação ex-ante e ex-post. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, Recife, v. 23, e20220254, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/JrnYWsL5jyxyVHpQXmQCP5p/abstract/?lang=pt. Acesso em: 5 nov. 2025.
CASTRO, Mary. Feminização da pobreza em cenário neoliberal. In: CONFERÊNCIA ESTADUAL DA MULHER, 1., Rio Grande do Sul, 1999. Rio Grande do Sul: Governo do Estado do Rio Grande do Sul, 1999.
CLIMACO, Julia. Análise das construções possíveis de maternidades nos estudos feministas e da deficiência. Rev. Estud. Fem., Florianópolis, v. 28, n. 1, e54235, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1806-9584-2020v28n154235. Acesso em: 25 out. 2025.
COLEN, Shellee. “Like a mother to them”: stratified reproduction and West Indian childcare workers and employers in New York. In: GINSBURG, Faye; RAPP, Rayna (ed.). Conceiving the New World Order: the global politics of reproduction. Berkeley: University of California Press, 1995. p. 78-102.
DINIZ, Debora. Vírus Zika e mulheres. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 32, n. 5, e00046316, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/4wsWG3TkLXVMqNNTdW3JmcK/?format=html&lang=pt. Acesso em 6 nov. 2025.
DINIZ, Debora; BARBOSA, Lívia; SANTOS, Wederson Rufino dos. Deficiência, direitos humanos e justiça. Sur. Revista Internacional de Direitos Humanos, [s. l.], v. 6, n. 11, p. 64–77, dez. 2009.
DINIZ, Debora; BRITO, Luciana; RONDON, Gabriela..Maternal mortality and the lack of women-centered care in Brazil during COVID-19: Preliminary findings of a qualitative study. The Lancet Regional Health – Americas, [s. l.], v. 10, 100239, 2022. Disponível em: https://www.thelancet.com/journals/lanam/article/PIIS2667-193X(22)00056-4/fulltext. Acesso em: 7 nov. 2025.
DINIZ, Simone Grilo. Gênero, saúde materna e o paradoxo perinatal. Rev. Bras. Crescimento Desenvolv. Hum., São Paulo, v. 19, n. 2, p. 313-326, ago. 2009.
DUARTE, Andressa; MORIMOTO, Laysa Harumi. Economia do cuidado e equidade de gênero no trabalho: o papel das políticas públicas de assistência social e dos novos arranjos de trabalho. Revista Gestão & Políticas Públicas, São Paulo, v. 14, n. 1, p. 141-155, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.11606/issn.2237-1095.rgpp.2024.189430. Acesso em: 27 jun. 2025.
DROVETTA, Raquel. Morbimortalidad femenina en la Puna jujeña: potencialidad de la técnica autopsia verbal. História, Ciências, Saúde, Manguinhos, v. 15, p. 257–268, 2008.
FASSIN, Didier. O sentido da saúde: antropologia das políticas da vida. In: SAILLANT, Francine; GENEST, Serge (org.). Antropologia médica: ancoragens locais, desafios globais. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2012. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/ens-31476. Acessado em: 07 nov 2025.
FEDERICI, Silvia. O Ponto Zero da Revolução: trabalho doméstico, reprodução e luta feminista. São Paulo: Elefante, 2018.
FERNANDES, Camila; FAZZIONI, Natalia; CARNEIRO, Rosamaria. Esteio da família: a centralidade do papel das avós no cuidado e a invisibilidade de suas sobrecargas. Brasil de Fato, Rio de Janeiro, 8 jul. 2024. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/colunista/rema/2024/07/08/esteio-da-familia-a-centralidade-do-papel-das-avos-no-cuidado-e-a-invisibilidade-de-suas-sobrecargas/. Acesso em: 5 nov. 2025
FERREIRA, Jaqueline; KLUJSZA, Stephania. Mulheres, médicos, ativismo e Estado: a produção da violência obstétrica. Antropolítica, Revista Contemporânea de Antropologia, Niterói, v. 56, n. 1, 2024. Disponível em: https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/56481. Acesso em: 5 nov. 2025.
FIETZ. Helena Moura. Antropologia e deficiência: uma conversa com Rayna Rapp e Faye Ginsbur, Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, v. 64, 2022. Disponível em: http://journals.openedition.org/horizontes/6778. Acesso em: 7 nov 2025.
FLEISCHER, Soraya. Segurar, caminhar e falar: notas etnográficas sobre a experiência de uma “mãe de micro” no Recife/PE. Cadernos de Gênero e Diversidade, Salvador, v. 3, n. 2, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/21983. Acesso em: 7 nov. 2025.
FONSECA, Claudia; MARRE, Diana; RIFIOTIS, Fernanda. Governança reprodutiva: um assunto de suma relevância política. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, v. 27, p. 7-46, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-71832021000300001. Acesso em: 27 jun. 2025.
GÓES, Emanuelle; FERREIRA, Andrea; RAMOS, Dandara. Racismo antinegro e morte materna por COVID-19: o que vimos na pandemia? Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 28, n. 9, p. 2501–2510, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/Svzr7gQFHKRWfk5YNqX6Nkc/abstract/?lang=pt. Acesso em: 27 jun. 2025.
GOLDANI, Ana Maria. As famílias no Brasil contemporâneo e o mito da desestruturação. Cadernos Pagu, Campinas, n. 1, p. 68–110, 2005.
LAURENTI, Rui; JORGE, Maria Helena Prado de Mello;; GOTLIEB, Sabina Léa Davidson. A mortalidade materna nas capitais brasileiras: algumas características e estimativa de um fator de ajuste. Revista Brasileira De Epidemiologia, Rio de Janeiro, v. 7, n. 4, p. 449–460, 2004.
LÓPEZ, Laura Cecilia. Mortalidade Materna, Movimento de Mulheres Negras e Direitos Humanos no Brasil: um Olhar na Interseccionalidade de Gênero e Raça. Revista TOMO, São Cristóvão, n. 28, 2016. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/tomo/article/view/5424. Acesso em: 6 nov. 2025.
LUSTOSA, Raquel. Sob o Signo da Morte: itinerários de abandono e a produção social da mortalidade materna em Recife. In: CASTRO, Rosana; RODRIGUES, Ana Claudia (org.). Racismo e Saúde: perspectivas antropológicas contemporâneas. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2025. p. 49 – 74.
LUSTOSA, Raquel. Os itinerários de Tereza: práticas de cuidado, mobilidade e luta associados ao contexto da ‘micro’. Pós – Revista Brasiliense de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Brasília, v. 16, p. 151-190, 2021. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/revistapos/article/view/38016. Acesso em: 26 jan. 2026.
LUSTOSA, Raquel. “É uma rotina de muito cansaço”: narrativas sobre cansaço na trajetória das mães de micro em Recife/PE. 2020. Dissertação (Mestrado em Antropologia) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/39328. Acesso em: 26 jan. 2026.
LUSTOSA, Raquel; CAMARGO, Ana Claudia. Gestações e Puerpérios arriscados: narrativas oficiais do Governo brasileiro acerca de maternidades consideradas indesejáveis face às emergências sanitárias do Zika e da Covid-19. Pós - Revista Brasiliense de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Brasília, [s. l.], v. 17, n. 1, p. 51–61, 2022. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/revistapos/article/view/43803. Acesso em: 26 jan. 2026.
MALTA, Deborah; DUARTE, Elizabeth. Causas de mortes evitáveis por ações efetivas dos serviços de saúde: uma revisão da literatura. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 12, n. 3, p. 765–776, 2007.
MATTAR, Laura; DINIZ, Carmen Simone. Hierarquias reprodutivas: maternidade e desigualdades no exercício de direitos humanos pelas mulheres. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, São Paulo, v. 16, n. 40, p. 107-120, 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/icse/a/XqxCrSPzLQSytJjsFQMdwjb/abstract/?lang=pt. Acesso em: 27 jun. 2025.
MORGAN, Lynn; ROBERTS, Elizabeth. Reproductive governance in Latin America. Anthropology & Medicine, [s. l.], v. 19, n. 2, p. 241-254, 2012. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22889430/. Acesso em: 27 jun. 2025.
OLIVEIRA, Ianne; MARANHÃO, Thatiana Araújo; SOUSA, George; SILVA, Taynara; Rocha, Maria Izabel; FROTA; Maria Madalena; ARAUJO, Thalis Azevedo; PEREIRA, maria Lúcia. Maternal mortality in Northeast Brazil 2009-2019: spatial distribution, trend and associated factors. Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, v. 32, n. 3, e2022973, 2023.Disponível em: https://www.scielo.br/j/ress/a/qntd6747GPHcDH5tLkSKTcb/?lang=pt. Acesso em: 27 jun. 2025.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS). Saúde materna. Brasília: OPAS, [2025?] Disponível em: https://www.paho.org/pt/topicos/saude-materna. Acesso em: 5 nov. 2025.
PARKER, Richard. A produção da ignorância. Revista RADIS, Rio de Janeiro, 7 jan. 2021. Disponível em: https://radis.ensp.fiocruz.br/index.php/home/opiniao/pos-tudo/covid-19-e-a-producao-da-ignorancia. Acesso em: 27 jun. 2025.
PEIRANO, Mariza. Etnografia, ou a teoria vivida, Ponto Urbe, São Paulo, v. 2, 2008
PIMENTA, Denise. Pandemia é coisa de mulher: Breve ensaio sobre o enfrentamento de uma doença a partir das vozes e silenciamentos femininos dentro das casas, hospitais e na produção acadêmica, Tessituras, Pelotas, v. 8, 2020. Disponível em: https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/tessituras/article/view/18900. Acesso em: 26 jan. 2026.
PORTO, Rozeli; MOURA, Patricia. O corpo marcado: a construção do discurso midiático sobre Zika Vírus e microcefalia. Cadernos de Gênero e Diversidade, Salvador, v. 3, n. 2, p. 121-142, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/22125/14757. Acesso em: 27 jun. 2025.
PRESTES, Clélia; PAIVA, Vera. Abordagem psicossocial e saúde de mulheres negras: vulnerabilidades, direitos e saúde. Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 25, n. 3, p. 673-688, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-129020162901. Acesso em: 15 jan. 2026.
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Maternal Mortality. WHO, [s. l], 2023. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/maternalmortality. Acesso em: 25 out. 2025.
OLIVEIRA, Beatriz.; KUBIAK, Fabiana Muccini.. Racismo institucional e a saúde da mulher negra: uma análise da produção científica brasileira. Saúde em Debate, v. 43, n. 122, p. 939–948, jul. 2019.
OLIVEIRA, Nicoly Maturand; SANTOS, Gustavo Gonçalves. Mortalidade materna no Brasil entre o período de 2020 a 2023: estudo de base populacional. Gestão e Cuidado em Saúde, Fortaleza, v. 1, n. 2, p. e13139, 2024. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/gestaoecuidado/article/view/13139. Acesso em: 26 jan. 2026.
RODRIGUES, Talita. Gestar, Parir, Morrer: mulheres negras, morte materna e o racismo na saúde. Recife: SOS Corpo, 2023.
SARTI, Cynthia Andersen. Contribuições da antropologia para o estudo da família. Psicol. USP, São Paulo, v. 3, n. 1-2, p. 69-76, 1992.
SEGATA, Jean; SCHUCH; Patrícia; DARMOL, Arlei Sander; VICTORIA, Ceres. A Covid-19 e suas múltiplas pandemias. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, v. 27, n. 59, p. 7-25, 2021. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0104-71832021000100001. Acesso em: 16 jan. 2026.
SILVA, Fernanda Loureiro; RUSSO, Jane; NUCCI, Marina. Gravidez, parto e puerpério na pandemia: os múltiplos sentidos do risco. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, v. 27, n. 59, p. 245–265, jan. 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ha/a/mthgtDG3P5JxbT9fGhnf4Rz/?lang=pt. Acesso em: 26 jan. 2026
TEMPESTA, Geovana; FRANÇA, Ruhana Luciano de. Nomeando o inominável. A problematização da violência obstétrica e o delineamento de uma pedagogia reprodutiva contra-hegemônica. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, v. 27, n. 61, p. 257–290, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-71832021000300009. Acesso em: 27 jun. 2025.
UNFPA: mortalidade materna no Brasil aumentou 94,4% durante a pandemia. Nações Unidas Brasil, Brasília, 19 out. 2022. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/203964-unfpa-mortalidade-materna-no-brasil-aumentou-944-durante-pandemia. Acesso em: 12 set. 2023.
VALIM, Thais Maira Moreira ; MARQUES, Barbara Marciano; LUSTOSA, Raquel. ‘It feels like we’re going back in time’: rights of children with Congenital Zika Virus Syndrome and their caregivers in the face of two epidemics. Disability Studies Quarterly, [s. l.], v. 41, p. 1-20, 2021. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/revistapos/article/view/38016. Acesso em: 19 jan. 2026.
VERGÈS, Françoise. Um feminismo decolonial. Tradução de Jamille Pinheiro Dias e Raquel Camargo. São Paulo: Ubu, 2020.
WERNECK, Jurema. Racismo institucional e saúde da população negra. Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 25, n. 3, p. 535-549, 2016. Disponível: https://www.scielo.br/j/sausoc/a/bJdS7R46GV7PB3wV54qW7vm/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 7 nov. 2025.
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Raquel Lustosa

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
O conteúdo da revista Antropolítica, em sua totalidade, está licenciado sob uma Licença Creative Commons de atribuição CC-BY (http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt).
De acordo com a licença os seguintes direitos são concedidos:
- Compartilhar – copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato;
- Adaptar – remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial;
- O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
- Atribuição – Você deve informar o crédito adequado, fornecer um link para a licença e indicar se alterações foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer maneira razoável, mas de modo algo que sugira que o licenciante o apoia ou aprova seu uso;
- Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.