Admirável mundo novo

Autores

  • Daniel Moreira Artista independente, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.22409/arte.lugar.cidade.v3i1.71279

Palavras-chave:

N/a.

Resumo

Uma fotografia panorâmica da cidade de Belo Horizonte, datada de 1908 e pertencente ao acervo do Museu Histórico Abílio Barreto, é o ponto de partida do ensaio de Daniel Moreira. Desenvolvido especialmente para esta edição da arte :lugar :cidade, Admirável mundo novo faz referência ao processo acelerado de urbanização da cidade. Usando um filme analógico infravermelho, que altera radicalmente as cores da cena fotografada, além de acentuar os brancos e os pretos, Daniel Moreira replicou, em uma nova panorâmica da cidade, a mesma perspectiva da fotografia histórica do começo do século XX.

 

No ensaio, Daniel Moreira trabalha com as duas panorâmicas: aquela restaurada pelo artista de uma Belo Horizonte que se perdeu nos tempos do “progresso”, enquanto a segunda traz um olhar sobre a cidade contemporânea em uma imagem embranquecida e pálida, tensionada por rosas, magentas e vermelhos radiantes que, no conjunto, criam um cenário fantástico, encantado. Na elaboração do ensaio, Daniel Moreira sobrepôs à paisagem da cidade, recortada, fragmentada, conflagrada, as imagens daqueles que habitam suas margens, assim como imagens de objetos cotidianos de uma Belo Horizonte que, frustrando a promessa de uma cidade possível, efetivou-se como uma quimera, um sonho que no território dos sonhos permanece.

Biografia do Autor

  • Daniel Moreira, Artista independente, Brasil

    Daniel Moreira nasceu em 1978 na cidade de Belo Horizonte. Graduado em Comunicação Social (Centro universitário Newton Paiva, 2009), Daniel Moreira tem exibido seus trabalhos em inúmeras exposições individuais e coletivas. Entre as mostras individuais, destaque para Dilúvio (Centro Cultural SESIMINAS BH, Belo Horizonte, 2025), Bordas não brotam do nada (Centro Cultural Unimed Minas, Belo Horizonte, 2024; Galeria Index, Brasília, 2023; e Lemos de Sá Galeria de Arte, Belo Horizonte, 2023), Trilogia Limítrofe (CCBB, Brasília, 2022; Espaço Cultural Marcantônio Vilaça, Centro Cultural TCU, Brasília, 2022; e Centro de Fotografia de Montevideo, Uruguai, 2020), Sob o céu que nos protege (Palácio das Artes, Belo Horizonte, 2018), e Paisagem Ambulante 381 (Centro Cultural Fiesp, São Paulo, 2018; Câmera Sete, Fundação Clóvis Salgado, Belo Horizonte, 2015; Museu Guimarães Rosa, Codisburgo, Minas Gerais, 2015), entre outras individuais.

    O trabalho de Daniel Moreira recebeu, entre outros prêmios, o XVI Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia (2021), Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger (2019), XIV Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia (2014), além de ter sido finalista no Prêmio de Arte Conrado Wessel (2013). Suas obras integram os acervos do Museu de Arte de Brasília, Museu da Fotografia de Fortaleza, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro / Coleção Joaquim Paiva, Fundação Clóvis Salgado, Centro Cultural dos Correios do Rio de Janeiro e Museu de Artes Plásticas de Anápolis, Goiás. Daniel Moreira também publicou os seguintes livros com sua obra: Bordas não brotam do nada (2023), O livro das ocupações (2022), Trilogia Limítrofe (2022) e Paisagem Ambulante 381 (2018).

Referências

N/a.

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Publicado

2026-04-29

Edição

Seção

Dossiê

Como Citar

Admirável mundo novo. arte :lugar :cidade, [S. l.], v. 3, n. 1, p. 81–93, 2026. DOI: 10.22409/arte.lugar.cidade.v3i1.71279. Disponível em: https://periodicos.uff.br/arte-lugar-cidade/article/view/71279. Acesso em: 3 maio. 2026.