Calima | Nossas camas de areia

Autores

  • Pedro Motta Artista independente, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.22409/arte.lugar.cidade.v3i1.71280

Palavras-chave:

N/a.

Resumo

Calima e Nossas camas de areia são duas séries idealizadas especialmente para a exposição na Galeria Silvia Cintra + Box 4, realizada em agosto de 2024. A obra é fruto da frente de pesquisa de Pedro Motta intitulada Espaços confinados, que vem sendo desenvolvida desde meados de 2012. O tema recorrente na obra do artista, que discute as relações entre natureza, paisagens e intervenções humanas, está presente nas imagens de diversas dimensões da série. O trabalho se destaca também pela problematização das relações entre imagem, objeto e fotografia, atribuindo o processo de construção de sentidos às diferentes materialidades presentes nas obras. Os tons arenosos das paisagens fotografadas nos dão indícios de lugares reconhecidos como as ilhas Lanzarote, Tenerife, Gran Canaria, Fuerteventura, Isla de Lobos, La Graciosa, as dunas de Ibiraquera e de Lençóis Maranhenses, ou mesmo Arkadian, um planeta imaginário criado pelo pai do artista para um programa infantil.

Biografia do Autor

  • Pedro Motta, Artista independente, Brasil

    Pedro Motta (Belo Horizonte, 1977) graduou-se em desenho pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2002. Iniciou sua atividade artística pesquisando as estreitas relações entre cidade, indivíduo e natureza. Entre suas principais exposições individuais destacam-se: Calima, Nossas Camas de Areia, na Galeria Silvia Cintra + BOX 4 (Rio de Janeiro, 2024), Uma nota só, Casa Albuquerque, Brasília (Distrito Federal, 2021), Jardim Impostor, Galeria Silvia Cintra + BOX 4 (Rio de Janeiro, 2019), Estado da Natureza, Centro Cultural Fiesp (São Paulo, 2019), Jardim do ócio, Galeria Luisa Strina (São Paulo, 2018), Naufrágio calado, Bendana-Pinel Art Contemparain (Paris, 2018), Estado da natureza, Câmera Sete (Belo Horizonte, 2016), Natureza das coisas, 9º BES Photo, Museu Coleção Berardo (Lisboa, 2013), Reacción natural, Centro de Exposiciones Subte (Montevidéu, 2011) e no 27º Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte/Bolsa Pampulha (Belo Horizonte, 2004). Também esteve em coletivas como Elementar: fazer junto, (2023, MAM, SP), Histórias Brasileiras (2022, Museu de Arte Assis Chateaubriand, MASP, São  Paulo), Past/Future/Present, (2017, Phoenix Art Museum), Feito  poeira ao vento – fotografia na Coleção MAR (2017, Museu de Arte do Rio), Les imaginaires d’un monde in­tranquille (2017, Centre d’Art Contemporain de Meymac), Soulèvements, com  curadoria de Georges Didi-Huberman (2016, Jeu de Paume, Paris), TRIO Bienal (2015, CCBB-RJ), 18º Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil – Panoramas do Sul (2013, São Paulo), 1ª Bienal de Fotografia do Museu de Arte Assis Chateaubriand (2013, Masp, São  Paulo),  Panorama da Arte Brasileira (2011, MAM-SP), Peso y Levedad, Photoespaña (2011, Instituto Cervantes, Madrid), 2ª Bucharest Biennale (2006) e Fotografia Contemporânea Brasileira (2006, Neue Berliner).

    Pedro Motta foi contemplado com o 6º Prêmio Marcantonio Vilaça (2017), a Bolsa  ICCo/SP-Arte (2015), a residência Flora ars+natura (2013), o 9º BES Photo Museu Coleção Berardo (2011), o Prêmio Ibram de Arte Contemporânea (2011) e a Residency Unlimited/Nova York (2011). Seus trabalhos integram acervos de instituições como Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAM-SP, MAM-RJ, MAM-BA, Masp, Sesc-SP, Museu de arte do Rio (MAR-RJ), Coleção Museu Berardo (Lisboa), Centro de Fotografia de La Intendência de Montevideo e Itaú Cultural.

    Em 2008, lançou o livro Paisagem submersa, projeto realizado em conjunto com João Castilho e Pedro David, editora Cosac Naify. Em 2010, lançou o livro Temprano (Funarte), uma retrospectiva de mais de dez anos de percurso. Em 2018, lançou o livro Natureza das coisas, editora UBU, organizado por Rodrigo Moura, com textos críticos de Ricardo Sardenberg, Eduardo de Jesus, Agnaldo Farias, Ana Luisa Lima, Luisa Duarte, Nuno Ramos, Kátia Lombardi, Cauê Alves e José Roca.

    As paisagens e espaços naturais e rurais da região do Campo das Vertentes, estado de Minas Gerais, são o foco das pesquisas mais recentes do artista, que vive em São João del Rei, Minas Gerais.

Referências

N/a.

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Publicado

2026-04-29

Edição

Seção

Dossiê

Como Citar

Calima | Nossas camas de areia. arte :lugar :cidade, [S. l.], v. 3, n. 1, p. 64–80, 2026. DOI: 10.22409/arte.lugar.cidade.v3i1.71280. Disponível em: https://periodicos.uff.br/arte-lugar-cidade/article/view/71280. Acesso em: 3 maio. 2026.