Silêncios singulares de uma dor política

O que faz querer viver entre jovens Mbyá Guarani da Grande Florianópolis

Auteurs-es

  • MARINA DE AZEVEDO Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
  • Iacã Macerata Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Silvia Zonatto Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Gennis Ara´í Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

DOI :

https://doi.org/10.22409/ajbeg698

Mots-clés :

suicídio, jovens indígenas, saúde mental, corpo-território

Résumé

O presente artigo propõe uma reflexão acerca do acontecimento  suicídio entre adolescentes e jovens dos territórios indígenas no entorno da região metropolitana de Florianópolis. Através de um relato de experiência de escuta de jovens indígenas Mbyá Guarani realizada pela Rede de Saúde Senti(mental) Indígena e o Laboratório Afinidades de pesquisa (CIEN), busca-se abordar esta questão através de perguntas que permitam uma aproximação e a construção de entendimentos sobre a situação que apontem formas de enfrentamento. O conceito de corpo-território é utilizado como chave de análise, no sentido de ampliar a concepção de saúde e enfatizar que o que se passa no corpo de uma pessoa é atravessado por muitos outros vetores que atravessam seu espaço de vida.  

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Biographies de l'auteur-e

  • MARINA DE AZEVEDO, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

    Psicóloga clínica (PUC-SP), Mestranda do Planejamento Territorial e Socioambiental (PPGPLAN/UDESC) e psicóloga do Projeto de Extensão Escuta Bem Viver (UFSC).

  • Iacã Macerata, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

    Professor do Departamento de Psicologia, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Santa Catarina e do Programa de Pós-graduação em
    Psicologia da UFSC

  • Silvia Zonatto, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

    Psicóloga (UFRGS), especialista em Psicoterapia Junguiana (UNIP), extensionista no Projeto Escuta Bem Viver (UFSC) e Cocriadora do Rubra Terra

  • Gennis Ara´í, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

    Diretora da EEBI Wherá Tupã Poty Djá. Graduação em LII do Sul da Mata Atlântica- conhecimento Ambiental (UFSC).  Mestra em Antropologia Social (UFSC). Doutorando em Antropologia Social (UFSC).

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Publié

2025-12-11

Numéro

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Dossiê Cultivando cuidado: experimentações ético-estético-políticas desde perspe