Entre cachorros e carcarás: pensando a militarização da segurança pública no Rio de Janeiro como uma metáfora de natureza-cultura

Autores/as

  • Elizabete Ribeiro Albernaz Universidade Federal Fluminense
  • Enéas da Silva Oliveira Lima Universidade Federal Fluminense

Resumen

Resumo: Os usos da lei pelos agentes responsáveis por sua aplicação são norteados por um campo motivacional complexo, em que prioridades institucionais, metas e valores corporativos interseccionam moralidades diversas nas situações de contato com essas burocracias. No presente artigo, inquirimos as moralidades que informam a teoria da ação militarizada da polícia no Rio de Janeiro a partir de representações sobre o trabalho policial que articulam atributos associados ao mundo natural, atribuindo uma racionalidade supra-social às classificações e concepções de justiça que elas operacionalizam. Estas reflexões serão trazidas ao texto com base em dois casos: o processo de consolidação institucional do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (RECOM) e do Batalhão de Ações com Cães (BAC).

Palavras-chave: Polícia Militar, Militarização, Seletividade Penal, Produtividade Policial, Tropas Especiais  

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Biografía del autor/a

  • Elizabete Ribeiro Albernaz, Universidade Federal Fluminense

    Ph.D. em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense (PPGA/UFF), com mestrado em Antropologia Social pelo Museu Nacional (PPGAS/UFRJ). É pesquisadora vinculada ao Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos (INCT-InEAC), vice-líder do Laboratório de Estudos sobre Conflito, Cidadania e Segurança Pública (LAESP/UFF) e pesquisadora associada à Universidade Witwatersrand (WITS) em Joanesburgo, África do Sul. Desenvolve pesquisas em segurança pública, antropologia do Estado, justiça criminal e dinâmicas urbanas.

  • Enéas da Silva Oliveira Lima, Universidade Federal Fluminense

    Mestre em Direito pelo Programa de Pós-Graduação da Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FND/UFRJ). Pesquisador colaborador vinculado ao Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos (INCT-InEAC).

Publicado

2026-08-14