Entre cachorros e carcarás: pensando a militarização da segurança pública no Rio de Janeiro como uma metáfora de natureza-cultura
Résumé
Resumo: Os usos da lei pelos agentes responsáveis por sua aplicação são norteados por um campo motivacional complexo, em que prioridades institucionais, metas e valores corporativos interseccionam moralidades diversas nas situações de contato com essas burocracias. No presente artigo, inquirimos as moralidades que informam a teoria da ação militarizada da polícia no Rio de Janeiro a partir de representações sobre o trabalho policial que articulam atributos associados ao mundo natural, atribuindo uma racionalidade supra-social às classificações e concepções de justiça que elas operacionalizam. Estas reflexões serão trazidas ao texto com base em dois casos: o processo de consolidação institucional do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (RECOM) e do Batalhão de Ações com Cães (BAC).
Palavras-chave: Polícia Militar, Militarização, Seletividade Penal, Produtividade Policial, Tropas Especiais
