Os relevos da memória

Lucia Santa Cruz

Resumo


Este artigo aborda projetos memorialísticos desenvolvidos por meios de comunicação. Iniciativas como Memória Globo, Memória O Globo, Acervo Estadão, se mostram, simultaneamente, movimentos de valorização da memória e instrumentos de produção de novas versões sobre fatos passados, envolvendo ou não os veículos jornalísticos. Além de funcionarem como resgate e preservação da história dos veículos, reforçando ou estabelecendo uma determinada identidade, são o que Pierre Nora chamou de “lugares de memória” -  espaços físicos ou não onde indivíduos e grupos sociais podem ancorar sua memória, face ao fenômeno da aceleração da história que torna o presente cada vez mais volátil. Ao assumirem esta configuração, colocam em questão aspectos constituintes do jornalismo, tais como critérios de atualidade e novidade, além de fomentarem uma rediscussão dos valores de noticiabilidade.


Palavras-chave


Jornalismo 1; Memória 2; Memória Globo 3; Centros de memória 4; Valor-notícia 5.

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DOI: https://doi.org/10.22409/contracampo.v35i3.902

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Qualis: B1
ISSN: 2238-2577