Rosto e morte em Gritos e sussurros, de Ingmar Bergman

Autores

  • Henrique Codato Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Isabel Paz Sales Ximenes Carmo Universidade Federal do Ceará (UFC)

DOI:

https://doi.org/10.22409/contracampo.v36i2.1026

Palavras-chave:

Rosto, Grande plano, Gritos e sussurros, Morte

Resumo

Três mulheres aguardam o falecimento de uma quarta. Todas vestem branco e circulam silenciosamente entre cômodos de paredes vermelhas. Gritos e Sussurros (Viskningar och rop, 1972), do sueco Ingmar Bergman, toca questões existenciais, entre elas os conflitos familiares, a mortalidade, o feminino e a incomunicabilidade. A partir da teoria da imagem-afecção, proposta por Deleuze (2009), pretendemos analisar alguns dos grandes planos do filme e, assim, tentar estabelecer relações entre rosto e morte na obra bergmaniana.

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Biografia do Autor

Henrique Codato, Universidade Federal do Ceará (UFC)

Doutor em Comunicação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); pós-doutorando no Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará (UFC)

Isabel Paz Sales Ximenes Carmo, Universidade Federal do Ceará (UFC)

Mestra em Comunicação pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

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Publicado

2017-08-30