Mulheres negras em busca de metodologias para a descolonização do feminismo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/contracampo.v41i2.52835

Palavras-chave:

Processos comunicativos

Resumo

A partir de uma perspectiva descolonial, esse artigo se coloca a pensar a colonialidade como base do feminismo universalizante, que desconsidera mulheres negras em seus discursos, em suas lutas e abordagens. A universalização da mulher nos leva à colonialidade de gênero, segundo um feminismo branco e acadêmico, que contribui para a manutenção de relações de opressão direcionadas a mulheres negras. O objetivo dessa análise é evidenciar que a descolonização do feminismo pode começar por estratégias metodológicas de valorização da escuta e da fala de mulheres negras. Trago um texto-existência que se propõe a refletir sua própria prática de escrita na luta pela descolonização do feminismo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ana Clara Gomes Costa, Universidade Federal do Rio de Janeiro

É doutoranda em Comunicação e Cultura, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestra em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), especialista em Patrimônio, Direitos Culturais e Cidadania e graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo também pela UFG. Integra o grupo de pesquisa em Políticas e Economia Política da Informação e Comunicação (PEIC) da Escola de Comunicação (ECO/UFRJ).

Referências

ANG-LYGATE, Magdalene. “Trazar los espacios de la deslocalización: de la teorización de la diáspora”. In: JABARDO, Mercedes. Feminismos negros: una antología. Madrid: Traficantes de Sueños, 2012.

BAIRROS, Luiza. “Lembrando Lélia Gonzalez 1935-1994”. Afro-A’sia, Salvador, n. 23, p. 1-21, 2000. Disponível em https://portalseer.ufba.br/index.php/afroasia/article/view/20990/13591. Acesso em 02 jun. 2018.

BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo: fatos e mitos. Tradução de Sério Millet. 4 ed. São Paulo: Difusão Europeia do livro, 1980.

CARNEIRO, Sueli. “Mulheres em movimento”. Estudos Avançados, v. 17, n. 49, set./nov. 2003. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142003000300008. Acesso em 25 mar. 2018.

______. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil. São Paulo: Selo Negro, 2011.

DAVIS, Angela. Mulher, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016.

D’EAUBONNE, Francoise. As mulheres antes do patriarcado. Lisboa: Veja, 1977.

EVARISTO, Conceição. “Da grafia-desenho de Minha Mãe, um dos lugares de nascimento de minha escrita”. Depoimento apresentado na Mesa de Escritoras Afro-brasileiras. In: XI Seminário Nacional Mulher E Literatura/II Seminário Internacional Mulher e Literatura, Rio de Janeiro, 2005. Disponível em http://nossaescrevivencia.blogspot.com.br/2012/08/da-grafia-desenho-de-minha-mae-um-dos.html. Acesso em 08 mai. 2018.

FREIRE, Ida Mara. “Tecelãs da existência”. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, n. 22, v. 2, mai-ago. 2014, p. 565-584. Disponível em https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/36545. Acesso em 25 mar. 2018.

GONZALEZ, Lélia. “A Categoria Político-Cultural de Amefricanidade”. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, n. 92/93, p. 69-82, jan./jun. 1988.

hooks, bell. “Movimentar-se para além da dor”. Trad. Charô Nunes e Larissa Santiago. 2016. Portal Blogueiras Negras. Disponível em http://blogueirasnegras.org/2016/05/11/movimentar-se-para-alem-da-dor-bell-hooks. Acesso em 07 out. 2017.

KILOMBA, Grada. Plantation Memories: episodes of everyday racism. Munster: Unrast Verlag, 2012.

LORD, Audre. Irmã outsider. Trad. Stephanie Borges. 1 ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2019.

LUGONES, María. “Rumo a um feminismo descolonial”. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, n. 22, v. 3, p. 935-952. Disponível em https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/36755/. Acesso em 29 abr. 2018.

MOHANTY, Chandra Talpade. “Bajo los ojos de Ocidente: feminismos académicos y discursos coloniales”. In: NAVAZ, Liliana; CASTILLO, Rosalva (Eds.). Descolonizando el feminismo: teorías y prácticas desde los márgenes, 2008. Disponível em http://webs.uvigo.es/pmayobre/textos/varios/descolonizando.pdf. Acesso em 15 jun. 2018.

RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala?. Belo Horizonte: Letramento, 2017.

SOUZA, Claudete Alves da Silva. A solidão da mulher negra: sua subjetividade e seu preterimento pelo homem negro na cidade de São Paulo. 2008. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo.

SPIVAK, Gayatri Chakravorty. Pode o subalterno falar?. Trad. Sandra Regina Goulart de Almeida; Marcos Pereira Feitosa; André Pereira Feitosa. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.

XAVIER, Giovana (Org.). Catálogo Intelectuais Negras Visíveis. Rio de Janeiro: Malê, 2017

Downloads

Publicado

2022-08-31