Mulheres negras em busca de metodologias para a descolonização do feminismo

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DOI:

https://doi.org/10.22409/contracampo.v41i2.52835

Palavras-chave:

Processos comunicativos

Resumo

A partir de uma perspectiva descolonial, esse artigo se coloca a pensar a colonialidade como base do feminismo universalizante, que desconsidera mulheres negras em seus discursos, em suas lutas e abordagens. A universalização da mulher nos leva à colonialidade de gênero, segundo um feminismo branco e acadêmico, que contribui para a manutenção de relações de opressão direcionadas a mulheres negras. O objetivo dessa análise é evidenciar que a descolonização do feminismo pode começar por estratégias metodológicas de valorização da escuta e da fala de mulheres negras. Trago um texto-existência que se propõe a refletir sua própria prática de escrita na luta pela descolonização do feminismo.

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Biografia do Autor

Ana Clara Gomes Costa, Universidade Federal do Rio de Janeiro

É doutoranda em Comunicação e Cultura, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestra em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), especialista em Patrimônio, Direitos Culturais e Cidadania e graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo também pela UFG. Integra o grupo de pesquisa em Políticas e Economia Política da Informação e Comunicação (PEIC) da Escola de Comunicação (ECO/UFRJ).

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Publicado

2022-08-31