Plataformas digitais e uberização: a globalização de um Sul administrado?

Autores/as

  • Ludmila Costhek Abílio Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho - CESIT/ Instituto de Economia da Unicamp - Campinas - Brasil https://orcid.org/0000-0002-2332-8493

DOI:

https://doi.org/10.22409/contracampo.v39i1.38579

Palabras clave:

Motoboys, Revendedoras de cosméticos, Sul Global, Trabalho de plataforma, Uberização

Resumen

Este artigo trata do trabalho de plataforma a partir da definição de uberização. Esta é compreendida como uma nova forma de organização, gerenciamento e controle do trabalho, que se firma como uma tendência global.  A novidade catalisada pelas plataformas digitais se refere à um gerenciamento algorítmico que precisa ser mais bem compreendido e analisado É possível perscrutar uma nova forma de controle, que opera na extração e processamento de dados da multidão de trabalhadores, que são então utilizados como meios novos e pouco conhecidos para o gerenciamento do trabalho, informados pela possibilidade de um pleno mapeamento do processo de trabalho (Zuboff, 2018). São analisados: o trabalho de revendedoras de cosméticos para pensar em nas características tipicamente femininas do trabalho que se generalizam; o trabalho de motoboys e sua uberização na cidade de São Paulo.

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Biografía del autor/a

Ludmila Costhek Abílio, Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho - CESIT/ Instituto de Economia da Unicamp - Campinas - Brasil

PEsquisadora do CESIT - IE/UNICAMP

Pós-doutoranda em Desenvolvimento Econômico - IE/UNICAMP

Pós-doutora em Economia - FEA/USP

Doutora em Ciências Sociais - IFCH/UNICAMP

Mestre em Sociologia - FFLCH/USP

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Publicado

2020-04-17