ENSINO DE CIÊNCIAS E PROCESSO DE SUBJETIVAÇÃO: A FORMAÇÃO DO CONCEITO CIENTÍFICO NA PSICOLOGIA DE VIGOTSKI

Autores

  • Luiza Rodrigues de Oliveira Universidade Federal Fluminense
  • Rose Mary Latini UFF
  • Maria Bernadete Pinto dos Santos UFF
  • Anderson Rocha UFF
  • Deborah Bernardes UFF
  • Raquel Guimarães UFF
  • Roberto Andrade UFF
  • Shayla Calil de Barros UFF
  • Juliane Ferreira Fernandes UFF
  • Anderson Rocha da Silva
  • Fátima de Paiva Canesin UFF

DOI:

https://doi.org/10.22409/resa2016.v9i3.a21235

Resumo

Este artigo, visando uma forma alternativa para o ensino de ciências, por meio dos quais o aluno não desenvolveria um verbalismo vazio, mas a generalização necessária à formação de conceitos, traz a análise da formação de conceitos científicos, a partir do aporte da psicologia histórico-cultural. A relação  do sujeito  com o mundo é, na concepção vigotskiana,  mediada por dois elementos, os instrumentos e os signos, que  têm, respectivamente, as funções de “regular as ações sobre os objetos” e  sobre o “psiquismo das pessoas”. Este novo sentido dado à subjetividade - processo das formas culturais – afirma o homem historicamente situado. Esta é uma maneira de reapresentar o método da psicologia, pois inventa outro modo de intervenção no real. Para Vigotski, a formação da subjetividade é um processo que se engendra nas tensões das relações concretas, é nas atividades práticas, nas interações que devemos ‘compreender’ o sujeito. Podemos, assim, entender como o método está relacionado à perspectiva de se pensar o conceito de subjetividade na obra de Vigotski, pois é a contradição, a tensão, o drama – como o autor gostava de dizer – entre a singularidade e a cultura que constituem o homem. Ao fazermos um estudo para pensar o entrelaçamento da subjetividade e do método em uma prática social específica – o ensino de ciências e a formação do conceito, é fundamental entendermos a diferença e a relação entre os conceitos científicos e os conceitos cotidianos, a partir do que Vigotski afirma sobre o drama constitutivo do homem – relações entre singularidade e cultura.

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Publicado

2016-12-13

Edição

Seção

Artigos