METODOLOGIA DE TRABALHO DE CAMPO COM LICENCIANDOS EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PARA O ENSINO INCLUSIVO DE CEGOS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/resa2020.v13i2.a28748

Resumo

O presente trabalho foi realizado durante o processo de formação acadêmica de licenciandos, que foram expostos a situações que permitem discutir e aplicar estratégias voltadas para a educação inclusiva. Assim, desenvolvemos, aplicamos e avaliamos metodologia de ensino inclusivo que buscou integrar licenciandos em Ciências Biológicas e colaboradores cegos durante trabalho de campo para estudo e reconhecimento de organismos marinhos coletados em uma praia urbana. Os licenciandos de olhos fechados, manipularam e exploraram as características dos organismos marinhos previamente coletados, como também os colaboradores cegos e descrevendo-os para os licenciandos que novamente de olhos fechados confeccionaram um segundo modelo com base nas características descritas pelos cegos, para efeitos de comparação. Foram aplicados dois questionários para avaliar percepções de licenciandos relativas a práticas inclusivas, relativas à metodologia desenvolvida de ensino inclusivo, em particular, antes e após o trabalho de campo. Os resultados nos permitiram concluir que o simples fato de aproximar videntes e cegos ao ar livre, em condições lúdicas de aprendizagem, possibilitou mudanças positivas de percepções dos licenciandos sobre habilidades e potencialidades dos cegos. Concluímos, que a metodologia desenvolvida tem potencial como prática alternativa de ensino que privilegia o conjunto dos sentidos e a troca de experiências para a promoção da inclusão de pessoas cegas.

 

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Biografia do Autor

Luis Otávio Pimentel dos Santos, Fiocruz

Mestrando em Diversidade e Inclusão – UFF; Especialista em Biossegurança – CRBio-02/IOC-FIOCRUZ; Especialista em Bioincrustação – CRBio-02/IOC-FIOCRUZ Pós-graduado em Ciências Ambientais – FETESM; Bacharel e Licenciado em Ciências Biológicas – FTESM; Conselheiro Efetivo do Conselho Regional de Biologia da Segunda Região ( RJ/ES); Servidor do Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos – IOC/FIOCRUZ, atuando na Pesquisa Clínica do projeto Selênio; Interlocutor de Biossegurança e Meio Ambiente do LITEB/IOC/FIOCRUZ; Curador da Coleção de Cirripédios (Cracas) Lacombe – IOC/FIOCRUZ; Atuou no Ministério da Saúde como Técnico em Sa& uacute;de Pública (Nível Superior); Atuou como Coordenador e Professor da Escola de saúde Pública – SES/RJ; Atuou ainda em projetos de bioincrustação junto a DuPont, Petrobrás, Eletronuclear (Angra I e II); atuou na recuperação ambiental no derramamento de óleo na Baía de Guanabara – RJ (2000); Atuol nos Programas de Controle das Leishmanioses (PCL) e de Controle de Febre Amarela e Dengue (PCFAD) – Ministério da Saúde e Coordenador de UBV (Ultra Baixo Volume) do Programa de  no estado do Rio de Janeiro – FUNASA. 

 http://lattes.cnpq.br/7417577138990718

Ruth Maria Mariani Braz, CMPDI/UFF

Doutora em Ciências e Biotecnologia, do Instituto de Biologia da Universidade Federal Fluminense. Especialista ?Lato Sensu? em Educação Física Especial (Universidade Castelo Branco). Tenho a graduação em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro ( UFRRJ) . Sou professor docente I - Secretária de Educação do Estado do Rio de Janeiro e professor colaborador do Curso de mestrado profissional em Diversidade e Inclusão da UFF. Atuo como coordenadora executiva do projeto Internacional Spreed The Sign no Brasil e coordeno o núcleo de Inclusão Galeu Galilei. Sou orientadora de alunos do curso de Mestrado Profissional de Diversidade e Inclusão do Instituto de Biologia da UFF. Desenvolvo pesquisas ligados à Educação Inclusiva, Educação de Surdos, Tecnologia Assisitvas, confecção de materiais didáticos adaptados com o intuito de auxiliar os alunos com deficiências nas classes regulares de ensino, filosofia esta que defendo e é adotada atualmente nas instituições na qual trabalho. Tenho experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Inclusiva, atuando principalmente nos seguintes temas: formação de docentes, políticas publicas, diversidade, sensibilização, adaptação de materiais didáticos e brincar.

Cláudia Mara Lara Melo Coutinho, UFF/ Fiocruz

É Professora Titular da Universidade Federal Fluminense (UFF), lotada no Departamento de Biologia Celular e Molecular. Possui graduação em Odontologia pela Universidade Federal de Uberlândia (1987), mestrado (1991) e doutorado (1996) em Biologia Celular e Molecular pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pós-doutorado no Instituto Pasteur de Paris (12/1997 - 03/1998) e na Universidade de Portsmouth, na Inglaterra (08/2000-12/2002). Colabora com o Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos (LITEB) do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), na Fiocruz, através do Convênio UFF-Fiocruz, e, desde abril de 2016, é Coordenadora Adjunta da Pós-graduação em Ensino em Biociências e Saúde (PGEBS) do IOC. Atualmente, realiza as seguintes pesquisas nas áreas de biologia celular e de microbiologia aplicada: (i) estudo de biofilmes bacterianos na indústria do petróleo (corrosão microbiológica e souring) e na saúde; (ii) estudo de doenças inflamatórias intestinais, particularmente colite ulcerativa, com ênfase no papel de bactérias redutoras de sulfato e de receptores purinérgicos; (iii) estudo da atividade de biocidas desenvolvidos pela Química Verde contra bactérias de interesse na indústria do petróleo e na área da saúde, acompanhado por avaliações de toxicidade humana e de ecotoxicidade. Atua também em pesquisa na área de ensino em biociências e saúde para desenvolvimento de estratégias que promovam divulgação de ciências, educação ambiental e inclusão de estudantes com necessidades especiais no sistema educacional.

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Publicado

2020-08-31

Edição

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Artigos