Educação ambiental crítica e a pedagogia de projetos

experiência no Projeto Tamar

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Resumo

O rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana/MG, em novembro de 2015, lançou milhões de m³ de rejeitos de minério na bacia do rio Doce, que chegou à foz, Regência, onde rio e mar se encontram interditados. Também está situada ali uma das bases do Projeto Tamar que, entre outras atividades, atende às escolas da educação básica com roteiros e propostas pedagógicas. O objetivo deste trabalho foi identificar se o crime ambiental alterou o fluxo de visitação das escolas, bem como se há presença da vertente crítica da educação ambiental nos projetos escolares. Selecionamos 05 escolas que estão desenvolvendo projetos sobre ensino de ciências, educação ambiental e saúde utilizando, as visitas técnicas à base do Projeto Tamar de Regência/ES. Foram estudadas as visitas nos seis meses anteriores e nos seis meses posteriores ao crime ambiental, contados a partir de março de 2016. Entrevistamos os professores orientadores dos projetos, com questões abertas, buscando nas narrativas categorias que estabelecem relação com a educação ambiental crítica, “interdisciplinaridade” “pedagogia de projetos” e “dimensão sociopolítica”. Como resultado, concluímos que o crime não interferiu no volume de visitação. E ainda que nos projetos escolares, de acordo com as narrativas dos professores, não foi possível identificar a presença da educação ambiental crítica nos mesmos.

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Biografia do Autor

Carlos Alberto Nascimento, Instituto Nutes/Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Mestre e doutorando em Ensino de Ciências

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Publicado

2021-02-20

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Seção

Artigos