ARTRÓPODES E A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: UMA OPORTUNIDADE PARA O DIÁLOGO EM SAÚDE

Autores

  • THAIS VARANDAS DE AZEREDO MESTRANDA, PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS E BIOTECNOLOGIA, INSTITUTO DE BIOLOGIA, UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
  • LUCIANNE FRAGEL-MADEIRA PROFESSORA DO DEPARTAMENTO DE NEUROCIÊNCIAS, PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS E BIOTECNOLOGIA, INSTITUTO DE BIOLOGIA, UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE https://orcid.org/0000-0001-6747-2828
  • CLAUDIO MAURÍCIO VIEIRA DE SOUZA Instituto Vital Brazil http://orcid.org/0000-0002-3978-5760
  • GRAZIELLE RODRIGUES PEREIRA PROFESSORA, INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO DE JANEIRO https://orcid.org/0000-0001-5685-0205
  • ROBSON COUTINHO-SILVA PROFESSOR, INSTITUTO DE BIOFÍSICA CARLOS CHAGAS FILHO, UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO https://orcid.org/0000-0002-7318-0204
  • GUSTAVO HENRIQUE VARELA SATURNINO ALVES DOUTORANDO, PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO EM BIOCIÊNCIAS E SAÚDE, INSTITUTO OSWALDO CRUZ, FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ https://orcid.org/0000-0002-9100-1986

DOI:

https://doi.org/10.22409/resa2020.v13i1.a39905

Resumo

Este trabalho apresenta a produção de escorpiões incrustados em resina e a experiência de sua utilização como material de divulgação científica no centro de ciências itinerante Ciências Sob Tendas. A partir desse material, buscou-se reconhecer as preferências do público sobre a atividade “Artrópodes”, além de identificar suas potencialidades para a divulgação científica. Os dados foram coletados através da pesquisa participante, de filmagem em campo amplo e questionário misto, durante a visita à uma escola. Os resultados mostraram que os visitantes interagiram tocando no material, fotografando e dialogando entre si e com as mediadoras. A atividade não foi citada pelos visitantes como uma novidade, possivelmente por serem animais já conhecidos e presentes no cotidiano. Entretanto, os escorpiões se destacaram positivamente entre as atividades da exposição e as discussões entre eles e os mediadores abordaram temas diversos. Surgiram questionamentos sobre a periculosidade desses animais, como evitá-los e as formas de tratamentos em casos de acidentes. Assim consideramos a atividade “Artrópodes” como uma forma de divulgação científica que viabiliza a discussão de diversos temas, inclusive de saúde. 

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Biografia do Autor

THAIS VARANDAS DE AZEREDO, MESTRANDA, PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS E BIOTECNOLOGIA, INSTITUTO DE BIOLOGIA, UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

Mestranda em Ciências e Biotecnologia na Universidade Federal Fluminense. Especialista em Educação e Divulgação Científica pelo Instituto Federal do Rio de Janeiro. Graduada em Ciências Biológicas na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. 

LUCIANNE FRAGEL-MADEIRA, PROFESSORA DO DEPARTAMENTO DE NEUROCIÊNCIAS, PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS E BIOTECNOLOGIA, INSTITUTO DE BIOLOGIA, UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

A pesquisadora possui graduação em Ciências Biológicas - Modalidade Médica (1996-2000) e doutorado em Ciências - Biofísica (2000-2004) ambos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e realizou seu pós-doutoramento no Instituto de Biofísica da UFRJ de 2004 a 2009. Atualmente, é professora Associada do Departamento de Neurobiologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), pesquisadora chefe do Lab. Desenvolvimento e Regeneração Neural e membro das Pós-graduações stricto sensu em Neurociências e Ciências e Biotecnologia desta instituição. Tem experiência na área de Biologia Celular, com ênfase em Neurobiologia e sinalização celular. Sua principal linha de pesquisa consiste no estudo do desenvolvimento do sistema nervoso em diferentes modelos celulares como linhagens tumorais e células progenitoras neurais, bem como estudos pré-clínicos de retinopatias. Atua também em divulgação e popularização científica, bem como na formação continuada e sensibilização para a inclusão educacional. A pesquisadora é fundadora e diretora do programa de extensão Ciências Sob Tendas da UFF. Também é membro do Comitê Científico do INCT de Comunicação Pública em Ciência e Tecnologia. Ademais, possui linha de pesquisa associada à divulgação científica e ensino de ciências tendo, nos últimos anos, orientado teses de doutorado, dissertações de mestrado e monografias de graduação relacionadas com a temática.

CLAUDIO MAURÍCIO VIEIRA DE SOUZA, Instituto Vital Brazil

Ex Diretor Científico do Instituto Vital Brazil. Biólogo;Doutor em Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz-FIOCRUZ (2018); Mestre em Patologia Experimental pela Universidade Federal Fluminense (1998). Especialista em Biologia de Serpentes Aranhas e Escorpiões- Instituto Butantan (1990). Coordenador do Módulo Científico e Cultural do Instituto VItal Brazil em Tanguá (2014-2016), Assessor Científico do Instituto Vital Brazil (2011-2015). Responsável pelo Laboratório de Artrópodos do Instituto Vital Brazil. Coordenador da Comissão de Ética em Uso de Animais Vital Brazil (2011-2016). Responsável técnico do laboratório de análises clínicas do Instituto Vital Brazil. Consultor para implantação de programas municipais de controle de aranhas e escorpiões. Ex-professor universitário- Centro Universitário Plínio Leite, Universidade Salgado de Oliveira; Faculdades Integradas Maria Thereza e Centro Universitário da Cidade ministrando fisiologia,neurofisiologia, biofísica, farmacologia e higiene social. Tem experiência na área de farmacologia, com ênfase em toxicologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Políticas públicas e Sistemas de Informação em Saúde; Escorpionismo (Tityus serrulatus); Araneismo (Latrodectus curacaviensis e Loxosceles sp.); Fisiopatologia e farmacologia de venenos aracnídicos. Prevenção e tratamento dos acidentes. Coordenador de programas de extensão e divulgação científica do Instituto VItal Brazil. Coordenador dos programas de pesquisa sobre controle químico e biológico de aranhas e escorpiões de interesse médico no Instituto Vital Brazil; Ação pesticida de extratos vegetais e efeito protetor de extratos de plantas medicinais sobre a fisiopatologia de venenos de aranhas e escorpiões; desenvolvimento de cepas de fungos entomopatogênicos para controle de aranhas de interesse médico.

GRAZIELLE RODRIGUES PEREIRA, PROFESSORA, INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO DE JANEIRO

Doutora em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2014), Mestre em Ensino de Biociências e Saúde (Instituto Oswaldo Cruz/FIOCRUZ), Licenciada em Física pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2004). Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, atua como pesquisadora e docente permanente no Pós-Graduação stricto sensu em Ensino de Ciências e no Programa de Pós Graduação Lato Sensu em Educação e Divulgação Científica, ambos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. É pesquisadora e docente permanente do Mestrado Profissional em Educação, Gestão e Difusão Científica do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo De Meis da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Orienta alunos da graduação e da pós-graduação lato e stricto sensu. É co-fundadora e diretora do Espaço Ciência InterAtiva do IFRJ, foi Diretora Geral do Campus Mesquita do IFRJ de 2013 a 2018 e, atualmente é a Diretora de Ensino Campus Mesquita do IFRJ. Desenvolve pesquisa, ensino e extensão em ensino por investigação, formação de professores, Neuroeducação, educação em centros e museus de ciência, divulgação científica, ensino de Física.

ROBSON COUTINHO-SILVA, PROFESSOR, INSTITUTO DE BIOFÍSICA CARLOS CHAGAS FILHO, UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

Professor Titular do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (desde 2016). Possui graduação em Licenciatura em Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1984), doutorado em Ciências Biológicas (Biofísica) pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1996), e Pós Doutorado pelo Royal Free and University College Medical School - Londres (2000-2002). É Cientista do Nosso Estado CNE/FAPERJ. Chefe do Laboratório de Imunofisiologia no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Coordenador do Programa de Imunobiologia do IBCCF (2006-2009 e 2016-2017), vice-diretor do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (2010-2012), coordenador adjunto do curso de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (Biofísica)(2007-2010), presidente fundador da sociedade científica Clube Brasileiro de Purinas (2009-2012) e vice presidente (2012-2015), e presidente do museu de ciências - Espaço Ciência Viva (2013-2018). Participou da equipe do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Pesquisa Translacional em Saúde e Ambiente na Região Amazônica (INPETAM). Além disso, é orientador na área de ensino de Biociências e Saúde da Fundação Oswaldo Cruz. Tem experiência na área de Imunologia, com ênfase em Imunologia Celular e imunidade inata, atuando principalmente nos seguintes temas: sinalização purinérgica em doenças parasitárias e inflamatórias, sinais de perigo, imunomodulação e apoptose.

GUSTAVO HENRIQUE VARELA SATURNINO ALVES, DOUTORANDO, PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO EM BIOCIÊNCIAS E SAÚDE, INSTITUTO OSWALDO CRUZ, FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ

Possui graduação em Ciências Biológicas nas modalidades Licenciatura e Bacharelado com ênfase em ecologia pela Universidade Veiga de Almeida Mestrado em Ciências e Biotecnologia, na linha de Ensino e Divulgação de Ciências e Biotecnologia pela UFF e atualmente é doutorando em Ensino em Biociências e Saúde pelo IOC-FIOCRUZ. Desde 2009 está envolvido na realização de eventos voltados para a popularização da ciência. Tem experiência na área do ensino formal e informal de ciências, Divulgação Científica e Metodologias de Ensino. Atualmente atua profissionalmente como professor orientador no curso de Especialização em Educação e Divulgação Científica do IFRJ-Mesquita e como coordenador de atividades do ciência móvel Ciências Sob Tendas. Academicamente desenvolve pesquisa na área de ensino de ciências tanto formal quanto não formal.

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Publicado

2020-05-25

Edição

Seção

Artigos