Retratos socioeducacionais Brasil-África em tempos pandêmicos

uma entrevista com Jorge Ferrão - Magnífico Reitor da Universidade Pedagógica de Maputo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/resa2020.v13i3.a46565

Resumo

Brasil e Moçambique são países ligados pela mesma língua materna, por processsos de colonização, pela literatura, arte e imigração. Ao mesmo tempo, se constroem por bases históricas, culturais, etapas colonizatórias e trajetórias particulares. Em meio às suas dissonâncias e encontros, partilham histórias de vidas e desafios estruturais. O que pode Moçambique, com raízes em África, e a América Latina brasileira compartir e ensinar uma a outra? A educação tem sido uma linguagem referencial de comunicação entre ambos os países, e o contexto da Covid-19 muito os afetou nesse setor. Historicamente, Moçambique e Brasil intercambiam estudantes, especialmente pelo impulso fornecido pela Década Internacional dos Afrodescendentes (2015-2024), decretada pela ONU. A cooperação internacional África-Brasil/Brasil-África fortifica as bases de uma troca intelectual e coloboração sistêmica de um pacto Sul-Sul, em contante expansão e aprofundamento. Em março, Brasil e Moçambique decretaram a quarentena para seus cidadãos, com o encerramento das atividades escolares para evitar a propagação do novo coronavírus nos países. Nessa entrevista, concedida pelo Professor Doutor Jorge Ferrão, Reitor da Universidade Pedagógica de Maputo (UPM) - a primeira universidade pública criada no pós-independência - nos abre uma miríade de questões e diálogos importantes para pensarmos o que conecta e distancia as realidades moçambicanas e brasileira; seus respectivos desenvolvimentos político-sociais e suas particularidades; o impacto da pandemia na educação em Moçambique e como podemos pensar sobre novas propostas educacionais.  Isso tudo ao nos contar sua trajetória profissional e como se entrelaçam com os eventos históricos.

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Biografia do Autor

Beatriz Brandão, Universidade de São Paulo (USP)

Pós doutoranda em Sociologia da Cultura pela Universidade de São Paulo, USP. Doutora em Ciências Sociais pela PUC-RIO. Mestra em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ. Pesquisadora do IPEA na pesquisa nacional sobre metodologias de cuidado a usuários problemáticos de drogas. Foi professora substituta do departamento de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, IFCS-UFRJ, durante 2017 e 2019. É professora colaboradora da Pós Graduação em Educação e Divulgação Científica do Instituto Federal do Rio de Janeiro, IFRJ. Integrou a pesquisa sobre refugiados na Itália, por meio do Intercâmbio entre UERJ,Tor Vergata e CREG - Centro di Ricerche Economiche e Giuridiche. Possui Pós Graduação/ Especialização em Políticas Públicas pela Escola de Políticas Públicas e Governo do Instituto de Pesquisa do Rio de Janeiro, EPPG-IUPERJ e Especialização em Estudos Diplomáticos pelo CEDIN. Graduada em Ciências Sociais (Licenciatura) e em Comunicação Social - Jornalismo. Pesquisa temas relacionados às trajetórias institucionais, com ênfase em instituições para refugiados, comunidades terapêuticas e serviços de saúde mental para usuários de drogas, abarcando questões de gênero. Atualmente, desenvolve pesquisa sobre integração social de refugiados no Rio de Janeiro e em São Paulo, através de mobilizações artísticas por meio do Pós Doutorado no departamento de Sociologia da USP e como pesquisadora associada ao Laboratório de Estética e Política da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LEP-ECO-UFRJ).

Maylta Dos Anjos, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO - Rio de Janeiro

Doutora e Mestre em Ciências Sociais pelo CPDA da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2003). Professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO. Docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Educação Profissional e Tecnológica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. Editora da Revista Ensino, Saúde e Ambiente. Experiência na área de Educação, com ênfase em Ensino de Ciências, atuando principalmente nos seguintes temas: educação ambiental e formação de professores. Desenvolve trabalhos de pesquisa junto aos professores da Educação Básica e Superior, com ênfase em Educação Profissional e Tecnológica; Ensino de Ciências. 

 

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Publicado

2021-02-20

Edição

Seção

Artigos