UNESCO, mulheres e biopoder no Brasil: alguns apontamentos

Flávia Cristina Silveira Lemos, Dolores Cristina Gomes Galindo, Marilda Castelar, Leandro Passarinho Reis Júnior, Thais Nogueira, Pedro Paulo Freire Piani

Resumo


O texto interroga as práticas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) frente às mulheres brasileiras e opera uma analítica dos discursos racistas e utilitaristas que promovem disciplina e regulações securitárias com base na educação e cultura. A preocupação com os direitos violados nos países chamados em desenvolvimento pela UNESCO, e seus designados parceiros se, de um lado, constitui um importante anteparo às violências, de outro, cria condições para práticas disciplinares e securitárias de base neoliberal e mundializada que devem ser problematizadas. As mulheres entram na agenda da UNESCO sob o ângulo da segurança ameaçada e da segurança a realizar traduzido em políticas públicas dirigidas a elas e a seus filhos.


Palavras-chave


UNESCO; Brasil; mulheres; biopolítica; disciplina

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DOI: https://doi.org/10.22409/1984-0292/v29i3/1052

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