ÍNDICE DE EROSIVIDADE DE CHUVAS PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO – BRASIL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2025.v27i59.a59555

Palavras-chave:

erosão, conservação do solo, USLE

Resumo

A erosão hídrica é considerada um dos maiores problemas ambientais, responsável pela perda de áreas agrícolas, redução de produtividade, assoreamento de rios e reservatórios e contaminação da água em diversos países. As alterações climáticas observadas nas últimas décadas e as mudanças nos regimes de precipitações têm aumentado a preocupação com eventos extremos que causam desde erosão hídrica superficial até movimentos de massa que desencadeiam grandes desastres. O conhecimento dos índices de erosividade da chuva e sua variação sazonal e espacial são ferramentas importantes para o planejamento das práticas de manejo e conservação do solo. Este estudo teve como objetivo determinar o índice de erosividade das chuvas para o estado do Rio de Janeiro e avaliar sua distribuição espacial e sazonal. Foram calculados os valores mensais do índice de erosividade da chuva EI30, muito utilizado no cálculo da erosão do solo a partir da Equação Universal de Perda de Solo (USLE). Para o cálculo do EI30 foram utilizadas as médias mensais de precipitação de 11 estações pluviométricas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e 73 estações pluviométricas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O valor de EI30 foi obtido utilizando dezesseis equações de regressão estabelecidas para o Rio de Janeiro. Os valores de EI30 foram interpolados utilizando o método da Krigagem no software ArcGis 10.8 para espacialização dos dados. A partir disso, obteve-se os valores médios para cada município do estado do Rio de Janeiro. Os resultados mostram que a precipitação média anual varia de 1000 a 1800 mm e que 76,4% do estado do Rio de Janeiro apresentou índice de Fournier (IFM) maior que 160, classificado como muito alto em relação a agressividade das chuvas. O índice de erosividade variou de 1750 a 15000 MJ mm ha-1 h-1 ano-1, sendo que 22,9 % do território Fluminense tem erosividade classificada como Alta (7500 a 10000 MJ mm ha-1 h-1 ano-1) e 51,8% tem erosividade média (5000 a 7500 MJ mm ha-1 h-1 ano-1). A erosividade apresentou os maiores valores, nos meses de novembro a março, evidenciando que as práticas de controle de erosão e conservação do solo devem, preferencialmente, ser reforçadas neste período do ano.

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Biografia do Autor

  • Álvaro José Back, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) Urussanga, Santa Catarina, Brasil

    Eng. Agrônomo, Doutor em Engenharia, Pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI),

  • Gabriel da Silva Souza, Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) Criciúma, Santa Catarina, Brasil

    Engenheiro Agrimensor, Mestrando em Ciências Ambientais, Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc)

  • Sérgio Luciano Galatto, Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) Criciúma, Santa Catarina, Brasil

    Engenheiro Ambiental, Doutorando em Ciências Ambientais, Parque Científico e Tecnológico – IPARQUE, Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC

  • Franciele Zanandrea, Universidade Federal Fluminense (UFF) Niterói, Rio de Janeiro, Brasil

    Engenheira Ambiental, Doutora em Recursos hídricos e Saneamento Ambiental, professora da Universidade Federal Fluminense

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Publicado

2025-12-15

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Artigos

Como Citar

ÍNDICE DE EROSIVIDADE DE CHUVAS PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO – BRASIL. GEOgraphia, Niterói, v. 27, n. 59, 2025. DOI: 10.22409/GEOgraphia2025.v27i59.a59555. Disponível em: https://periodicos.uff.br/geographia/article/view/59555. Acesso em: 11 jan. 2026.