"BRICOLE" E CIRCUITOS ECONÔMICOS: UM CONFRONTO ENTRE AS ABORDAGENS DE FLORENCE WEBER E VIVIANA ZELIZER PARA O ESTUDO DA INFORMALIDADE
DOI:
https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2026.v28i61.a58697Palavras-chave:
Bricole, Circuitos Econômicos, Economia Social, Informalidade, Trabalho RelacionalResumo
Este trabalho aborda a distinção analítica entre Florence Weber e Zelizer, em relação à economia social e aos circuitos econômicos, com vistas à sua aplicação no estudo da informalidade. A complexidade desse exercício justifica a dedicação ao estudo e à reflexão, uma vez que contribui para o avanço do conhecimento sobre o trabalho informal, estimula o debate acadêmico em torno do tema e promove o desenvolvimento de processos formativos teóricos e metodológicos -- sobretudo porque as autoras focam nos aspectos sociais e culturais dos meios de pagamento. Para tanto, adotam-se as interpretações de Florence Weber sobre o "bricole" e de Zelizer sobre o trabalho relacional. Nessa análise bibliográfica, buscou-se compreender qual das duas interpretações pode ser mais adequadamente utilizada no mercado de trabalho informal, ambiente que propicia um desenvolvimento considerável das relações de solidariedade. Argumenta-se como hipótese que, embora o conceito de "bricole" de Weber ilumine as trocas não monetárias e a solidariedade, é a noção de "circuito econômico" de Zelizer que oferece maior poder analítico para explicar a informalidade, precisamente por incorporar as múltiplas formas do dinheiro e o trabalho relacional nas transações comerciais. Conclui-se que o panorama é amplo, mas o circuito econômico se realiza de maneira mais plena e sistemática na informalidade. Ao confrontar explicitamente as duas abordagens, o artigo contribui para preencher uma lacuna nos estudos sobre informalidade: a falta de critérios claros para a escolha entre diferentes referenciais teóricos disponíveis na sociologia econômica, oferecendo subsídios para futuras pesquisas empíricas e para o refinamento conceitual do campo.
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