<i>Macunaíma</i>, de Mário de Andrade, e <i>Os flagelados do vento leste</i>, de Manuel Lopes: leituras encantadas da tradição oral

Autores

  • Avani Souza Silva Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.22409/gragoata.v21i41.33425

Palavras-chave:

macrossistema literário, tradição oral, literatura cabo-verdiana, literatura comparada, comparatismo de solidariedade.

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar, por meio do Comparatismo de Solidariedade (ABDALA JUNIOR, 2003), duas obras pertencentes ao macrossistema literário de língua portuguesa: Macunaíma (1928), do brasileiro Mário de Andrade, e Os flagelados do vento leste (1968), do cabo-verdiano Manuel Lopes. Examinaremos as marcas da oralidade presentes nas obras, assinalando pontos de contato e ruptura com os respectivos contextos socioculturais nos quais elas foram concebidas. Como justificativa para a comparação, ressaltamos que, assim como no Modernismo Brasileiro, um dos postulados do movimento cultural da “caboverdianidade” - de que Manuel Lopes foi um dos adeptos - era a valorização estética do nacional, especialmente em relação à tradição oral.

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Biografia do Autor

Avani Souza Silva, Universidade de São Paulo

Possui graduação em Letras Clássicas e Vernáculas pela Universidade de São Paulo (1978), Licenciatura em Língua Portuguesa e Literaturas Portuguesa e Brasileira pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (1978), Especialização em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2001), mestrado e doutorado em Letras (Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa) pela Universidade de São Paulo (2007 e 2015, respectivamente). Tem experiência na área de Letras com ênfase em Literatura dos Países de Língua Portuguesa e em Literatura Infantil e Juvenil, atuando principalmente nos seguintes temas: literaturas de Guimarães Rosa e de Mia Couto, Identidade Cultural, Linguagens do Imaginário, tradições orais crioulas preservadas pela Literatura de Cabo Verde e ressonância na Literatura Infantil e Juvenil, e formação de contadores de estórias crioulas.

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Publicado

2016-12-28

Edição

Seção

Artigos de Literatura