Consumption and green technosolutionism: digital influencers of science, authority, and sustainability narratives

Authors

  • Marcelo Garcia Fundação Oswaldo Cruz/`Programa de Pós-graduação em Informação e Comunicação em Saúde
  • Simone Evangelista Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Programa de Pós-Graduação em Comunicação

DOI:

https://doi.org/10.22409/jjnw4f28

Keywords:

consumption, affections, digital influencers, green technosolutionism, science communication

Abstract

The article analyzes how narratives about sustainability are mediated by digital science influencers in content sponsored by oil companies. We examine how trust, scientific authority, and identification are mobilized to present consumption as a convenient response to the socio-environmental contradictions of contemporary capitalism. Based on debates about the climate crisis and consumption and about the convergence between science and the market, sponsored videos by Átila Iamarino and Pedro Loos were analyzed from an analytical perspective inspired by the field of social discourse analysis. The limits of scientific authenticity and reputation have been exposed when they are overshadowed by commercial interests.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

  • Marcelo Garcia, Fundação Oswaldo Cruz/`Programa de Pós-graduação em Informação e Comunicação em Saúde

    Marcelo Garcia é jornalista e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz. Atualmente é  docente da Especialização em Divulgação e Popularização da Ciência, do Museu da Vida, filiado à Casa de Oswaldo Cruz. 

  • Simone Evangelista, Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Programa de Pós-Graduação em Comunicação

    [1] Professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Bolsista dos programas Prociência/UERJ e JCNE/FAPERJ. 

References

ABIDIN, Crystal. Intimidades comunicativas: intervenientes e interconexão percebida. Ada: A journal of gender, new media, and technology , v. 8, p. 1-16, 2015.

AGÊNCIA BRASIL. COP30: Acordo climático deixa de fora combustíveis fósseis. Agência Brasil, 22 nov. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-11/cop30-acordo-climatico-deixa-de-fora-combustiveis-fosseis. Acesso em: 13 dez. 2025.

BACZKO, B. A imaginação social. Porto: Enciclopédia Einaudi, 1985.

BAKHTIN, M. Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: Ed. Hucitec, 1988.

BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

BORGES, W. C. “Razão e emoção na composição de narrativas que interpelam: circulariudades analógicas e digitais no Brasil do século XXI”. In: NEDER, G.; SILVA,

A.P.B. da; GOMES, J.R.M. (Orgs.). História Transnacional e global: circulação de ideias e apropriações culturais. Rio de Janeiro: MauadX, 2024, p. 247-268.

BROSSARD, D.; SCHEUFELE, D. A. Science, new media, and the public. Science, v. 339, n. 6115, p. 40-41, 2013.

CHINN, S.; HIAESHUTTER-RICE, D.; CHEN, K. How science influencers polarize supportive and skeptical communities around politicized science: A cross-platform and over-time comparison. Political Communication, v. 41, n. 4, p. 627-648, 2024.

CHOMSKY, N. O lucro ou as pessoas? Neoliberalismo e a ordem global. 1. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2018.

COLLINS, K.; SHIFFMAN, D.; ROCK, J. How are scientists using social media in the workplace?. PLOS ONE, v. 11, n. 10, p. e0162680, 2016.

COSTA, V. S. da. De cientistas visíveis a influenciadores da ciência: revisitando conceitos à luz da influência digital. In: ENCONTRO ANUAL DA COMPÓS, 33., 23-26 jul. 2024, Niterói. Anais eletrônicos [...], Campinas, v. 33, p. 1-20, 2024. Disponível em: https://proceedings.science/compos/compos-2024/trabalhos/decientistas-visiveis-a-influenciadores-da-ciencia-revisitando-conceitos-a-luz?lang=pt-br.

DAVIES, S.; HORST, M. Science Communication: culture, identity and citizenship. Londres: Palgrave MacMillan, 2016.

D’ANDRÉA, C. Cartografando controvérsias com as plataformas digitais: apontamentos teórico-metodológicos. Galáxia, São Paulo, n. 38, p. 28-39, 2018. DOI: https://doi.org/10.1590/1982-2554234208.

__________. Infraestruturas, inteligência artificial e outras tecnosoluções: Google e a plataformização da emergência climática. Revista da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 30, n. fluxo contínuo, 2024. DOI: 10.35699/2965-6931.2023.47985. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadaufmg/article/view/47985.

DAVENPORT, T.; BECK, J. A Economia da Atenção. Rio de Janeiro: Campus, 2001

FAIRCLOUGH, N. Critical discourse analysis: the critical study of language. 2. ed. Londres: Pearson Education, 2010.

FELINTO, E. “Nenhum Brasil Existe”: Atmosferas Conspiratórias e Cosmovisão Reacionária nos Documentários da Brasil Paralelo. Significação, São Paulo, v. 50, p. 1-13, 2023.

FRASER, Nancy. Capitalismo, feminismo e astúcia da história. In: Pensamento feminista: conceitos fundamentais, organizado por Heloísa Buarque de Hollanda. Rio de Janeiro: Bazar dos Tempos, 2019.

GROSSBERG, Lawrence. Under the cover of chaos: Trump and the battle for the American Right. London: Pluto Press, 2018. 192 p.

HUND, E.; MCGUIGAN, L. A shoppable life: Performance, selfhood, and influence in the social media storefront. Communication, Culture & Critique, Washington, DC, v. 12, n. 1, p. 18-35, 2019. DOI: https://doi. org/10.1093/ccc/tcz004.

IAMARINO, A. Você sabe de onde veio o petróleo? [S. l.], 16 de outubro de 2024. Instagram: @oatila. Disponível em: https://www.instagram.com/oatila/reel/DBMqQD2PcSa/. Acesso em 10 dez 2025.

JAMESON, F. O inconsciente político: a narrativa como ato socialmente simbólico. São Paulo: Ática, 1992.

KHAMIS, S., ANG. L.; WELLING, R. Self-branding, ‘micro-celebrity’ and the rise of Social Media Influencers. Celebrity Studies, 8(2), p. 191–208, 2016.

LATOUR, B. Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora. Tradução de Ivone C. Benedetti. 2. ed. São Paulo: Editora Unesp, 2011. 440 p.

__________; SZTUTMAN, R.; POUGY, H.; PINHEIRO, J.; MARRAS, S. Para distinguir amigos e inimigos no tempo do Antropoceno. Revista de Antropologia, Vol. 57, No. 1, p. 11-31, 2014. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/10.2307/26605446.

LOOSE, E. B.; GIRARDI, I. M. T. O jornalismo ambiental sob a ótica dos riscos climáticos. Interin, 22(2), 154–172. 2017. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/169150

MOORE, J. W. Antropoceno ou Capitaloceno? Natureza, história e a crise do capitalismo. São Paulo: Elefante Editora, 2022

NAKAMURA, P.; ORRICO, A. Petroleiras empurram “negacionismo soft” com patrocínio de influencers de ciência. Núcleo, Brasília, 30 out. 2024. Disponível em: https://nucleo.jor.br/reportagem/2024-10-30-influencers-ciencia-negacionismo-light-petroleiras/. Acesso em 15 dez 2025.

NOBREGA, C.; VARON, J. A maquiagem verde das Big Tech: um olhar feminista para desmascarar tecnosolucionismos ambientais. Intervozes, São Paulo, 2020. Disponível em: https://intervozes.org.br/publicacoes/a-maquiagem-verde-das-big-tech-um-olhar-feminista-para-desmascarar-tecnosolucionismosambientais/.

ORESKES, N.; CONWAY, E. Merchants of doubt. How a handful of scientists obscured the truth on issues from tobacco smoke to global warming. Nova York: Bloomsbury, 2010.

PAPACHARISSI, Zizi. Affective publics: Sentiment, technology, and politics. Oxford: Oxford University Press, 2015.

RAMOS, V. R; BORGES, W. C. Mídia, representação e circularidade: a potência de Vai Que Cola frente aos sentidos sobre alimentação saudável. In: FERREIRA, F. R.; SIQUEIRA, D. C. O.; BLACHA, L. E.; PRADO, S. D. (org.). Comensalidades em narrativa: estudos de mídia e subjetividade. Salvador: EDUFBA, 2022. p. 59-79

RICOEUR, Paul. Tempo e Narrativa. Campinas: Papirus, 1994.

SANTINI, R. M.; BARROS, C. E. Negacionismo climático e desinformação online: uma revisão de escopo. Liinc em revista, v. 18, n1, p. 1-27, 2022.

SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal (34a edição). Rio de Janeiro: Editora Record, 2021.

SOLLITTO, A. Como a Exxon Mobil previu a crise climática na década de 1970 e negou tudo. Veja, São Paulo, 12 jan. 2023. Disponível em:https://veja.abril.com.br/ciencia/como-a-exxonmobil-previu-a-crise-climatica-ainda-na-decada-de-1970/. Acesso em 15 dez 2025.

TAMBELLINI, A. T.; MIRANDA, A. C. Saúde e ambiente. In: GIOVANELLA, L.; ESCOREL, S.; LOBATO, L. V. C.; NORONHA, J. C.; CARVALHO, A. I. (eds). Políticas e sistemas de saúde no Brasil [online]. 2 ed. Rio de Janeiro. Editora FIOCRUZ, 2012.

VRAGA, E.K.; BODE, L. Using expert sources to correct health misinformation in social media. Science communication, v. 39, n. 5, p. 621-645, 2017.

ZHANG, A. L.; LU, H. (2023). Scientists as Influencers: The Role of Source Identity, Self-Disclosure, and Anti-Intellectualism in Science Communication on Social Media. Social Media + Society, 9(2). https://doi.org/10.1177/20563051231180623

WILLIAMS, Raymond. Cultura y sociedad - 1780-1950: de Coleridge a Orwell. Buenos Aires: Nueva Visión. 2001.

ZIZEK, Slavoj. Um Mapa da Ideologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.

Published

2026-04-30

How to Cite

Consumption and green technosolutionism: digital influencers of science, authority, and sustainability narratives. (2026). Media and Everyday Life, 20(2), 122-143. https://doi.org/10.22409/jjnw4f28