Consumo de los afectos y las subjetividades contemporáneas: diálogos entre Amores Materialistas y las aplicaciones de citas
DOI:
https://doi.org/10.22409/seqstj70Palabras clave:
regímenes afectivos, subjetividades, consumo, aplicaciones de citas, Amores MaterialistasResumen
Este artículo analiza las transformaciones de las relaciones amorosas en la contemporaneidad a partir del diálogo entre la película Amores Materialistas (HBO Max, 2025) y las lógicas de las aplicaciones de citas. A partir de una discusión teórica, el estudio examina la racionalización de los afectos y la mercantilización del amor que predominan en el contexto contemporáneo. Se adopta un enfoque cualitativo, basado en el Método de Análisis de Imágenes en Movimiento. Los resultados evidencian cómo Amores Materialistas escenifica de manera crítica la promesa de previsibilidad afectiva y sus límites, al tensionar métrica, consumo y experiencia; y que, a pesar de los intentos de control y optimización del amor, los afectos permanecen atravesados por la imprevisibilidad, la vulnerabilidad y la alteridad.
Descargas
Referencias
AHMED, Sara. The cultural politics of emotion. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2004.
AMORES MATERIALISTAS (Materialists). Celine Song (Dir.). Estados Unidos: A24, 2025. Filme (longa-metragem).
AUGUSTO JUNIOR, Silvio Nunes; TRINDADE, Eneus. Análise sobre a mediação e a midiatização do aplicativo Tinder. Revista Parágrafo, v. 2, n. 3, p. 175-183, 2015.
BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.
BARROS, Manoel de. Memórias inventadas: as infâncias de Manoel de Barros. São Paulo: Planeta do Brasil, 2010.
BURSTRÖM, Thommie; LAHTI, Tom; PARIDA, Vinit; WARTIOVAARA, Markus; WINCENT, Joakim. A definition, review, and extension of global ecosystems theory: trends, architecture and orchestration of global VCs and mechanisms behind unicorns. Journal of Business Research, n. 157, p. 1-15, 2023.
DE ANDRADE, Eliane Righi; SILVA, Tarcisio Torres. Excesso e positividade na constituição do sujeito: uma reflexão sobre aplicativos de relacionamento. Mídia e Cotidiano, v. 13, n. 3, p. 141–161, 2019.
DELEUZE, Gilles. Conversações, 1972-1990. São Paulo: Editora 34, 1992.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia, v. 3. São Paulo: Editora 34, 1996.
GIDDENS, Anthony. A transformação da intimidade. 2a.ed., São Paulo: Ed. UNESP, 1993.
GOMES BARBOSA, Karina. Amar se aprende amando: o cinema de Hollywood e as representações amorosas. Travessias, v. 3, n. 1, 2009.
GUATTARI, Félix. Caosmose: um novo paradigma estético. Tradução de Ana Lúcia de Oliveira e Lúcia Cláudia Leão. São Paulo: Editora 34, 1992.
GUATTARI, Félix. As três ecologias. Tradução de Maria Cristina F. Bittencourt. Campinas: Papirus, 1993.
HAN, Byung-Chul. Agonia do eros. Tradução de Enio Paulo Giachini. Petrópolis: Vozes, 2017.
hooks, bell. Tudo sobre o amor: novas perspectivas. São Paulo: Elefante, 2021.
ILLOUZ, Eva. Consuming the romantic utopia: love and the cultural contradictions of capitalism. Berkeley: University of California Press, 2007.
ILLOUZ, Eva. O amor nos tempos do capitalismo. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.
LOPES JUNIOR, Claudinei. Sob as luzes da interseccionalidade: um estudo sobre a produção de sentido na construção das representações das protagonistas da série Coisa Mais Linda. 2023. 348 p. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação, Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2023.
LOPES SILVA, Anderson. O excesso como simbiose entre melodrama, carnavalização e fantástico: análise das produções de sentido na minissérie Amorteamo. 382 p. Tese (Doutorado) – - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação, Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2020.
MASSUMI, Brian. The autonomy of affect. Cultural Critique, n. 31, p. 83–109, 1995.
MISKOLCI, Richard. Desejos digitais: uma análise sociológica da busca por parceiros on-line. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017.
PELÚCIO, Larissa. Afetos, mercado e masculinidades contemporâneas: notas iniciais de uma pesquisa em aplicativos móveis para relacionamentos afetivos/sexuais. Contemporânea, v. 6, n. 2, p. 309-333, 2016.
ROLNIK, Suely. Esferas da insurreição: notas para uma vida não cafetinada. São Paulo: N-1 Edições, 2016.
ROSE, Diana. Análise de imagens em movimento. In: BAUER, Martin W; GASKELL, George (Org.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: manual prático, p. 343-364. Petrópolis: Vozes, 2015.
SARRALHEIRO, Vinicius Alves. Existe amor em app? Percepções sobre a sexualidade, a prevenção e a comunicação do HIV e da aids entre usuários de aplicativos de relacionamento. 2020. Dissertação (Mestrado) em Ciências da Comunicação) - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação, Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2020.
VALLARETO NERY, Mariana. Tecnologias, Algoritmos e Afetos nos relacionamentos digitais: uma análise das tecnicidades na construção de vínculos afetivos via Tinder. Anais do Interprogramas Secomunica, v. 9, p. 242-257, 2025.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Aviso de Direito Autoral Creative Commons
1. Política para Periódicos de Acesso Livre
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).