Enquadrando plataformas e produtores de desinformação: análise das ações julgadas pelo TSE nas eleições presidenciais de 2022

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.22409/ff0ga925

Mots-clés :

Comunicação, Desinformação, Eleições, Plataformas Digitais, TSE

Résumé

Artigo trata da participação das plataformas digitais na estruturação da comunicação política nas eleições presidenciais de 2022 no Brasil, atendo-se à análise das situações em que as plataformas e os perfis que abrigam foram objeto de judicialização no TSE por candidatos à presidência da república e suas coligações durante a campanha. Como resultados preliminares percebeu-se que as plataformas não são diretamente rés das ações, mas arroladas por viabilizar desinformação em perfis com conteúdos falsos. O TSE agiu de fato como agência reguladora, dez das 11 ações estudadas foram deferidas integral ou parcialmente pela constatação de conteúdo falso. As sentenças assentam-se no argumento de que a desinformação ameaça a higidez do pleito e a própria democracia.

 

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Biographies de l'auteur-e

  • Renatha Giordani, Universidade Federal de Santa Catarina

    Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, PPGJOR/UFSC.

  • Carlos Locatelli, Universidade Federal de Santa Catarina

    Doutor em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professor do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina UFSC.

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Publié

2026-01-21

Comment citer

Enquadrando plataformas e produtores de desinformação: análise das ações julgadas pelo TSE nas eleições presidenciais de 2022. (2026). Mídia E Cotidiano, 20(1), 202-219. https://doi.org/10.22409/ff0ga925