Memórias e trauma, desaparecimento político e resistência: as disputas de sentido sobre a ditadura civil-militar brasileira no filme Ainda Estou Aqui (2024)

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DOI :

https://doi.org/10.22409/gh6k4533

Mots-clés :

Memória social, Ditadura civil-militar, Cinema e direitos humanos, Disputas de sentidos, Trauma

Résumé

O filme Ainda Estou Aqui (2024), dirigido por Walter Salles, reconstitui o desaparecimento forçado de Rubens Paiva durante a ditadura civil-militar brasileira, a partir da perspectiva subjetiva de sua família. Este artigo analisa de que maneira a obra representa o trauma, a memória e a resistência da esposa e dos filhos do ex-deputado, articulando vivências pessoais à denúncia histórica das violências de Estado. Com base na perspectiva teórico-metodológica de Ricoeur, esta pesquisa utiliza a análise de narrativas como método de investigação. A partir dela, compreende se que o filme seleciona e organiza os sentidos sobre o passado, ao mesmo tempo em que fomenta novas interpretações sobre a ditadura e a luta por justiça e verdade, disputando, assim, os significados sobre o período e à luta das famílias dos desaparecidos e perseguidos.

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Biographie de l'auteur-e

  • Igor Lacerda, Universidade Federal de São Paulo

    Doutor e mestre em Comunicação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pesquisador do Laboratório de Comunicação, Cidade e Consumo (Lacon-UERJ) e comunicador científico do CEPID ARIES, vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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Publié

2026-01-21

Comment citer

Memórias e trauma, desaparecimento político e resistência: as disputas de sentido sobre a ditadura civil-militar brasileira no filme Ainda Estou Aqui (2024). (2026). Mídia E Cotidiano, 20(1), 159-180. https://doi.org/10.22409/gh6k4533