31 de março entre ternos e fardas: a efeméride do golpe sob as lentes do Estadão
DOI:
https://doi.org/10.22409/z3w9m789Palavras-chave:
Ditadura, Efeméride, Fotografia, Jornalismo, O Estado de São PauloResumo
Este artigo explora a maneira como o jornal O Estado de São Paulo aborda os aniversários do golpe de 1964 a partir da fotografia, analisando seis edições do dia 31 de março, nos decênios. Nelas, o veículo cria uma narrativa visual que reorganiza a ditadura civil-militar pelo protagonismo de sujeitos que compuseram a sua face oficialesca. O destaque dado aos presidentes ditadores, bem como a outros políticos e oficiais das Forças Armadas, é rompido de forma pontual, sobretudo para aludir a dois tópicos: o apoio popular e o papel dito combativo da imprensa. Esse modo de rememorar a história acaba deixando parcialmente de lado ou ocultando por completo aspectos importantes do regime ditatorial, conformando uma memória impedida e/ou manipulada.
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