Vozes silenciadas: colonialismo, gênero e a exclusão das mulheres africanas na literatura portuguesa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/abriluff.v18i36.68500

Palavras-chave:

colonialidade, gênero, literatura africana, exclusão epistêmica, políticas culturais

Resumo

Este artigo analisa os mecanismos de exclusão das vozes femininas africanas na literatura colonial portuguesa e suas reverberações nas políticas culturais pós-independência. A partir de uma abordagem qualitativa e crítica, articulando teoria pós-colonial, feminismos descoloniais e sociologia da cultura, investiga-se como dispositivos institucionais — como editais, legislações e arquivos — naturalizaram o apagamento de autoras como Noémia de Sousa e Alda Lara. Os resultados revelam que a colonialidade do saber perpetuou hierarquias de gênero e raça, mesmo após as independências, com políticas de reconhecimento que mantêm filtros seletivos. Conclui-se que a justiça epistêmica exige não apenas inclusão no cânone, mas a desestruturação dos critérios de legitimação literária herdados do colonialismo.

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Biografia do Autor

  • Tiago Negrão Andrade, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

    Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Mídia e Tecnologia da FAAC – Universidade Estadual Paulista (Unesp). Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Relações Públicas, pela Universidade de Sorocaba (Uniso).

  • Maria Cristina Gobbi, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

    Pesquisadora Livre-Docente em História da Comunicação e da Cultura Midiática pela UNESP pela Unesp. Chefa no Departamento de Jornalismo e professora dos cursos de Graduação e de Pós-Graduação da mesma instituição. Bolsista de Produtividade do CNPq e Bolsista Fapesp (Processo 22/08397-6). Diretora Administrativa da ALAIC. Integra o INCT Caleidoscópio.

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Publicado

2026-07-31

Como Citar

Vozes silenciadas: colonialismo, gênero e a exclusão das mulheres africanas na literatura portuguesa. (2026). Abril – NEPA UFF, 18(36), 111-129. https://doi.org/10.22409/abriluff.v18i36.68500