Literatura colonial no século XXI? Memórias laudatórias do colonialismo português em três romances contemporâneos
DOI:
https://doi.org/10.22409/abriluff.v18i36.68929Palavras-chave:
Literatura Colonial Portuguesa, Relação História e Memória, Os retornados: Um amor nunca se esquece, Sagal: Um Herói Feito em África, O Segredo de Lourenço MarquesResumo
O objetivo do presente artigo é discutir as imagens do colonialismo português veiculadas em três romances portugueses contemporâneos: Os retornados: Um amor nunca se esquece (2008), de Júlio Magalhães, Sagal: Um Herói Feito em África (2012), de António Brito e O Segredo de Lourenço Marques (2024), de Eduardo Pires Coelho. As três narrativas, laudatórias ao colonialismo de forma geral e às ações do exército português durante as Guerras Coloniais, inserem-se em um panorama de disputas de memórias sobre o colonialismo português travado nas instâncias da cultura. Os três romances em questão apresentam-se como documentos de memórias, advogando para si uma espécie de autoridade histórica que lhes conferiria um estatuto de verdade. Para pensar as relações com a literatura colonial, utilizo autores como Inocência Mata, Francisco Noa, Pires Laranjeira, entre outros. Para as relações entre literatura, história e memória, Reinhart Koselleck, Aleida Assmann, entre outros.
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